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Aterosclerose subclínica em pacientes HIV/aids em tratamento ou não com inibidores da protease: determinação da velocidade de onda de pulso e da espessura média-íntima de carótidas.

Resumo

No Brasil há registros de 433 mil casos de aids com 183 mil óbitos identificados até 2005. Com a introdução na década de 90 da terapia anti-retroviral altamente potente (HAART), houve uma melhora significativa do prognóstico destes pacientes. Contudo, a presença de toxicidade aguda e crônica associadas a esses esquemas terapêuticos combinados tem sido motivo de constante preocupação, sendo ao lado da necessidade de adesão e da resistência viral, um dos fatores limitantes do sucesso terapêutico prolongado. As doenças cardiovasculares representam atualmente as principais causas de morbi-mortalidade no mundo. A maior sobrevida dos pacientes HIV/aids, associada à presença de doenças decorrentes do envelhecimento, à própria infecção e aos efeitos adversos da terapia anti-retroviral empregada, estão tornando este grupo mais vulnerável à incidência de doenças cardiovasculares.Objetiva-se com este estudo determinar o risco cardiovascular de pacientes HIV/aids tratados e não-tratados com esquema HAART com a avaliação de marcadores inflamatórios como proteína C reativa ultra-sensível, determinação da espessura média-íntima de carótida e velocidade de onda de pulso. Nesse estudos serão selecionados 120 pacientes com idade entre 18 e 69 anos do ambulatório de HIV/aids do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e do ambulatório de Doenças Metabólicas do Hospital Universitário da USP. Os pacientes serão distribuídos em 4 grupos:(1)pacientes com infecção pelo HIV que não estejam em uso de terapia anti-retroviral (n=30);(2) pacientes HIV/Aids tratados com HAART, incluindo ou um inibidor de protease ou um inibidor de transcriptase reversa não-análogo de nucleosídeo (n= 30); (3)pacientes diabéticos não insulino-dependentes em acompanhamento no ambulatório de Doenças Metabólicas do HU-USP (n=30); (4)controle - pacientes saudáveis, funcionários da Universidade de São Paulo ou de instituições associadas (n=30).As variáveis escolhidas para avaliação do risco cardiovascular e marcadores subclínicos de aterosclerose serão avaliados no período de inclusão (tempo zero) e após seis meses (tempo 1). Espera-se com este estudo evidenciar o papel da terapia antiretroviral ou do próprio vírus no aparecimento e progressão da doença aterosclerótica e do risco cardiovascular associados desses pacientes.Equipe participantePaulo Andrade Lotufo (coordenador)Egídio Lima Dórea (vice-coordenador e executor da velocidade de onda de pulso)Ilka Regina de Oliveira (executora da espessura média-íntima)Gelba de Almeida Pinto (colaboradora)Ana Lúcia Sassaki (colaboradora)Isabela Martins Bensenor (análise estatística)Margareth da Eira (aluna de doutorado) (AU)