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Pinguins sul-americanos como um modelo em estudos de genética da conservação: variabilidade genética, filogeografia e mudanças climáticas.

Processo: 09/08624-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2009 - 31 de maio de 2012
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Animal
Pesquisador responsável:João Stenghel Morgante
Beneficiário:João Stenghel Morgante
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Auxílios(s) vinculado(s):10/52590-8 - Estrutura populacional e rotas migratórias de espécies chaves da costa atlântica da América do Sul, AP.R
Bolsa(s) vinculada(s):10/01123-0 - Estudo da variabilidade genética dos pinguins de humboldti e Magalhães nas colônias da América do Sul, BP.TT
Assunto(s):Filogeografia  Mudança climática  Pinguins 

Resumo

Mudanças nas condições climáticas globais levam à alteração das correntes marinhas e da fauna associada a este ambiente, afetando a economia de algumas nações. A busca por espécies indicadoras de qualidade ambiental são fundamentais para a conservação dos ecossistemas e a sustentabilidade econômica de muitos países. Os pingüins, por alimentarem-se diretamente de recursos disponíveis em correntes de águas frias, provêm um sinal da produtividade oceânica. Recentemente presenciamos na costa brasileira um efeito das mudanças climáticas nas populações dos pingüins de Magalhães, com a chegada de centenas de animais à costa da Bahia e à costa do Rio de Janeiro, onde são visitantes ocasionais. Mudanças das correntes oceânicas e da temperatura das águas podem ter alterado a área de dispersão dessa espécie. Sabe-se que em anos de El-Ninõ, com o aquecimento das águas superficiais oceânicas, a disponibilidade de peixes nas correntes da costa pacífica da América do Sul é reduzida, fato que faz com que os animais tenham que forragear por áreas mais extensas, gastando mais tempo e energia para encontrar alimento. Dessa forma, eventos estocásticos, como o El-Ninõ, exercem uma forte pressão seletiva na reprodução e na estratégia de sobrevivência das espécies. Dentro desse contexto o presente estudo propõe estudar aspectos da genética de populações de duas espécies de pinguins, Spheniscus magellanicus e Spheniscus humboldti, buscando compreender como essas espécies respondem às mudanças climáticas. Deste modo, esse trabalho permitirá (1) determinar a distribuição da variabilidade genética em toda a distribuição dessas espécies; (2) recuperar a história evolutiva dos pingüins sul-Americanos, buscando compreender como as oscilações históricas afetaram e afetam a sua diversidade genética, (3) estimar o tamanho efetivo das populações e (4) simular cenários futuros mediante as previsões climáticas para o planeta. Para alcançarmos essas metas coletaremos amostras das duas espécies ao longo de suas distribuições na América do Sul, através da colaboração com instituições de pesquisa estrangeiras (coletas aprovados pelo CNPQ- Prosul). A determinação da variabilidade genética dentro e entre populações e espécies serão estimadas através de uma abordagem multilocus, usando para isso um gene mitocondriais (Dloop) e 3 genes nucleares (²-Fibrinogênio, ACL, CEPU) e 10 microssatelites. De todos os marcadores serão estimados a estrutura populacional das duas espécies. Metodologias filogenéticas serão aplicadas aos dados mitocondriais e nucleares buscando estimar a origem e divergências das duas espécies. Adicionalmente serão realizados os testes de neutralidade para verificar se os padrões observados de variabilidade genética desviam do esperado sob a teoria neutra, buscando assim verificar se as populações apresentam algum sinal de redução e expansão populacional. Como resultado desse projeto, esperamos avaliar o estado de conservação dos pingüins Sul-Americanos, recuperar a história evolutiva desse grupo, para que possa ser usado como indicadores ambientais contra o aquecimento global. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
DANTAS, GISELE P. M.; OLIVEIRA, LARISSA R.; SANTOS, AMANDA M.; FLORES, MARIANA D.; DE MELO, DANIELLA R.; SIMEONE, ALEJANDRO; GONZALEZ-ACUNA, DANIEL; LUNA-JORQUERA, GUILLERMO; LE BOHEC, CELINE; VALDES-VELASQUEZ, ARMANDO; CARDENA, MARCO; MORGANTE, JOAO S.; VIANNA, JULIANA A. Uncovering population structure in the Humboldt penguin (Spheniscus humboldti) along the Pacific coast at South America. PLoS One, v. 14, n. 5 MAY 10 2019. Citações Web of Science: 0.
MENDONCA DANTAS, GISELE PIRES; MARIA, GABRIELLA CARDOSO; MILO MARASCO, ANNA CAROLINA; CASTRO, LARISSA TORMENA; ALMEIDA, VANESSA SIMAO; SANTOS, FABRICIO RODRIGUES; OLIVEIRA, LARISSA ROSA; CRESPO, ENRIQUE; FRERE, ESTEBAN; MILLIONES, ANNA; GONZALEZ-ACUNA, DANIEL; MORGANTE, JOAO STENGHEL; VIANNA, JULIANA A. Demographic history of the Magellanic Penguin (Spheniscus magellanicus) on the Pacific and Atlantic coasts of South America. JOURNAL OF ORNITHOLOGY, v. 159, n. 3, p. 643-655, JUL 2018. Citações Web of Science: 1.
SALLABERRY-PINCHEIRA, NICOLE; GONZALEZ-ACUNA, DANIEL; HERRERA-TELLO, YERTIZA; DANTAS, GISELE P. M.; LUNA-JORQUERA, GUILLERMO; FRERE, ESTEBAN; VALDES-VELASQUEZ, ARMANDO; SIMEONE, ALEJANDRO; VIANNA, JULIANA A. Molecular Epidemiology of Avian Malaria in Wild Breeding Colonies of Humboldt and Magellanic Penguins in South America. ECOHEALTH, v. 12, n. 2, p. 267-277, JUN 2015. Citações Web of Science: 5.

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