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Estabelecimento de uma nova estrategia de clonagem in vitro de catasetum, cattleya, cymbidium e oncidium (orchidaceae) por meio da utilizacao de caules estiolados.

Resumo

A clonagem de plantas in vitro é utilizada, principalmente, com o objetivo de elevara taxa de multiplicação, eliminação de patógenos e redução de custos. No nosso laboratório, esta ferramenta de trabalho vem sendo utilizada rotineiramente em estudos de processos básicos de fisiologia e ao aprimoramento da técnica de micropropagaçâo, principalmente de orquídeas. Plantas do gênero Catasetum apresentam atividade indeterminada do meristema apical caulinar (MAC) quando incubadas no escuro, originando em pouco tempo longos estolões com crescimento indeterminado, comportamento raro no reino vegetal. Cada nó do caule estiolado possui uma gema lateral, que quando isolada e incubada no claro forma rapidamente uma planta completa, facilitando a micropropagaçâo. A maioria dos eventos fotomorfogênicos envolve a atuação de hormônios e de mensageiros secundários. O objetivo deste estudo é compreender os efeitos da ausência de luz, do etileno, da giberelina, do C02 e do oxido nítrico (NO) na atividade do MAC de C. fimbriatum. Buscar-se-á induzir o estiolamento e sua manutenção prolongada em orquídeas comerciais dos gêneros Oncidium, Cattleya e Cymbidium, visando o estabelecimento de uma metodologia de micropropagaçâo baseada naquela utilizada para C. fimbriatum. Para tanto, serão utilizadas plantas clonadas de C. fimbriatum (clone CFC1), e estas acima indicadas, obtidas por meio da germinação assimbiótica. Após 120 dias de incubação, as plantas serão transferidas para o escuro e tratadas com diferentes concentrações de ácido giberélico, etileno, paclobutrazol (inibidor de biossíntese de giberelina), 1-metilciclopropeno (inibidor da ação do etileno), nitroprussiato de sódio (doador de NO), e carboxi-PTIO (seqüestrador de NO). Análises semanais dos teores de etileno e CO2 acumulados nos frascos serão conduzidas por meio de cromatografia gasosa e a quantificação de NO será realizada por meio do método de quimiluminescência. Após 90 dias serão medidos o tamanho e número de nós dos caules estiolados e eventuais gemas laterais liberadas e massas fresca e seca desses estolões. Verificar-se-á a porcentagem de gemas regeneradas através do cultivo dos segmentos dos caules estiolados em diferentes intensidades luminosas. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio: