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A influência das células t regulatórias CD4+CD25+ Foxp3+ na expressão da enzima indoleamina 2,3, dioxigenase (IDO) na interface materno -placentaria pós transplante renal

Processo: 08/56780-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2009 - 30 de novembro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia
Pesquisador responsável:Estela Maris Andrade Forell Bevilacqua
Beneficiário:Estela Maris Andrade Forell Bevilacqua
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Trofoblastos  Decídua  Células dendríticas  Transplante de rim  Linfócitos T reguladores 

Resumo

Ao expressar antígenos maternos e paternos, pelos conceitos imunológicos, o feto pode ser comparado a um enxerto semi-alogênico, que ao contrário dos demais é tolerado pelo organismo materno imunocompetente, por todo o período gestacional. O sistema imunológico materno reconhece os antígenos paternos nas células placentárias, mas ao invés de desencadear mecanismos de rejeição, ativa mecanismos de tolerância imunológica sistêmica ou local, no ambiente materno-placentário. O desvio das respostas imunológicas do tipo Th1 para Th2 tem sido proposto como um dos fatores facilitadores da gestação e que poderia neutralizar ou amenizar os efeitos letais para o feto de uma intensa resposta celular cito tóxica e de secreções do tipo Th1. Além disto, uma ampla variedade de leucócitos está presente na interface materno-placentária, tais como células apresentadoras de antígenos, e em particular as células dendríticas (DCs, CD83+) atuando tanto em mecanismos de tolerância materna ao feto quanto os de imunidade. A sinalização através da ligação das moléculas co-estimulatórias B7-1 e B7-2, presentes nestas células com a molécula CTLA-4, presente em linfócitos T reguladores CD4+CD25+, induz a síntese da enzima indoleamina 2,3 dioxigenase (IDO) pelas DCs e macrófagos. A IDO é uma enzima que degrada o aminoácido essencial triptofano, sem o qual a ativação e proliferação de linfócitos T e conseqüentemente mecanismos a eles associados como os de rejeição podem ser seriamente comprometidos. Neste contexto, tem sido atribuído a IDO expressa na interface materno-placentária papel de relevância na ausência de rejeição fetal pelo organismo materno. Sendo a gestação um modelo natural de tolerância que ocorre entre os organismos materno e fetal alogeneico, o entendimento destes mecanismos pode também auxiliar no entendimento da tolerância efetiva necessária para o sucesso dos transplantes. Neste estudo pretendemos associar a influência do microambiente materno-placentário na geração de células T CD4+CD25+ e dos mecanismos de regulação mediados por estas células em gestantes normais e imunossuprimidas, o que pode gerar informações importantes sobre os mecanismos de tolerância fisiológica presente na interação materno-fetal e os mecanismos de tolerância gestacional em mães imunossuprimidas pós-transplante renal. (AU)