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Magmatismo granítico Sin- e Pós-tectônico do Domínio Apiaí (Faixa Ribeira) e suas implicações para deformação crustal brasiliana do sudoeste do estado de São Paulo

Processo: 08/04596-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2008 - 30 de novembro de 2010
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia
Pesquisador responsável:Carlos José Archanjo
Beneficiário:Carlos José Archanjo
Instituição-sede: Instituto de Geociências (IGC). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Granito  Geologia estrutural  Tectônica  Geocronologia 

Resumo

Plútons graníticos são uns dos principais produtos resultantes de convergência e colisão continental. Formados por processos de fusão parcial na raiz de cadeias de montanhas, o magma migra e se acumula na crosta intermediária e/ou rasa formando corpos de dimensão variada. No seu sítio de alojamento, antes da cristalização completa, o magma se deforma por forças internas de corpo (convecção, compactação) e/ou tectônicas relacionadas à compressão orogênica. A deformação magmática é descrita pela orientação preferencial dos seus elementos constituintes (cristais, xenólitos). O plúton é considerado sin-tectônico quando a trama magmática se vincula à trama deformacional das rochas encaixantes, incluindo a orientação comum de planos e linhas e sua cinemática. A trama magmática de massas graníticas pode ser mapeada através da anisotropia de suscetibilidade magnética (ASM). Este registro, que retrata os estágios finais de deformação finita que sofre o magma, combinado com sua idade de cristalização, permite sequenciar os eventos tectono-magmáticos que modelam uma faixa orogênica. Estes conceitos serão aplicados ao magmatismo sin-colisional e pós-tectônico Neoproterozóico da Faixa Ribeira (Domínio Apiaí) no sudoeste do Estado de São Paulo. A ASM e a geocronologia U-Pb serão utilizadas para caracterizar o tempo em que o batólito cálcio-alcalino de Três Córregos e os plútons e stocks alcalinos pós-tectônicos da Suite Itú registram suas tramas magmáticas. Com isso pretende-se resgatar a "memória" de processos tectono-magmáticos que culminaram com colagem e dispersão de blocos crustais que modelaram o Domínio Apiaí na orogênese brasiliana. (AU)