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Determinação de haplótipos associados ao eixo CXCL12-CXCR4/CXCR7 em pacientes com malária do Brasil e da África

Resumo

A malária humana, grave endemia mundial, cursa com diferentes graus de severidade, tanto associado ao parasita ou características dos pacientes. Para um mesmo parasita, em especial para o P. falciparum, parece não haver um determinante parasitário especifico na determinação da agressividade da doença humana. O controle da infecção depende do baço e de ampliação harmônica da estrutura esplênica associada a resposta imune, mediada por quimiocinas. Temos estudado o eixo CXCL12-CXCR4 em malárias de roedores, mostrando que uma resposta adequada de células CD11c+ está associada a menor morbidade da infecção, e que a suplementação de CXCL12 pode reverter parcialmente esta gravidade. Esta quimiocina liga-se a seus receptores CXCR4 nas células linfóides e hematopoéticas. Na infecção pelo HIV, onde o CXCR4 é um co-receptor do vírus, existem haplótipos de CXCL12 que foram relacionados à pior progressão da infecção e que são altamente prevalentes na África, onde podem ter sido selecionados pela intensa endemia malárica. Recentemente, foi descrito um novo receptor para a CXCL12, o CXCR7, com funções vasculares e inflamatórias. Neste estudo, pretendemos estudar a frequência de alelos para estes genes em populações do Acre, com histórico de malária e sua gravidade e em populações africanas, procurando evidenciar diferenças de freqüências de haplótipos do eixo CXCL12-CXCR4/CXCR7 relacionadas à gravidade da malária. (AU)