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Excreção urinária de poliomavirus em crianças e adolescentes com infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV)

Processo: 07/06687-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2008 - 31 de agosto de 2009
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Daisy Maria Machado
Beneficiário:Daisy Maria Machado
Instituição-sede: Instituto de Medicina Tropical de São Paulo (IMT). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Clínica médica  Pediatria  Infectologia  Polyomavirus  Soropositividade para HIV  Excreção  Crianças  Adolescentes 

Resumo

Os seres humanos são os hospedeiros naturais de dois membros da família Poliomavirus, o vírus JC (JCV) e o BK vírus (BKV). Ambos são capazes de estabelecer infecção persistente subclínica no rim e no sangue periférico em 35-85% da população em todo mundo. A infecção persistente causada pelos poliomavírus não apresenta ameaça clínica ao hospedeiro imunocompetente, apesar de haver uma expressão residual do gene viral. Em 0,5-20% dos indivíduos soropositivos para os poliomavírus pode ocorrer reativação esporádica desses agentes infeciosos, resultando em uma replicação viral limitada. O BKV tem tropismo pelo urotélio, caracterizado por infecção do epitélio de ductos coletores, células epiteliais de transição dos cálices renais, o epitélio parietal da cápsula de Bowman e o epitélio de transição da pélvis renal e do trato urinário Em indivíduos imunocomprometidos, o JCV atinge o SNC infectando oligodendrócitos e estabelecendo infecção não-produtiva em astrócitos Um aumento na incidência de virúria pelos poliomavírus tem sido observado em indivíduos infectados pelo HIV e em transplantados de medula óssea, rim e coração. O tropismo do BKV pelo urotélio restringe sua patogênese ao trato urogenital e rins dos indivíduos acometidos, levando à nefropatia induzida pelo poliomavirus (PVN). No caso da doença associada ao JCV, conhecida como leucoencefalopatia multifocal progressiva (LEMP), a patogênese se restringe ao SNC. Não há muitos dados na literatura sobre esses vírus em crianças e adolescentes, nem sobre a co-infecção HIV/poliomavirus na faixa etária pediátrica. Crianças e adolescentes infectados pelo HIV poderão chegar à idade adulta com um risco maior das doenças induzidas pelos poliomavírus, uma vez que estarão mais sujeitos a apresentarem comprometimento imunológico. Assim, este estudo visa avaliar a freqüência de excreção viral urinária de uma coorte acompanhada no centro de atendimento da Disciplina de Infectologia Pediátrica da UNIFESP (CEADIPe), formada por crianças e adolescentes infectadas pelo HIV. Serão colhidas amostras de urina de 100 pacientes em 2 momentos (inclusão e 6 meses após a primeira coleta) para pesquisa de poliomavirus através da reação PCR em tempo real. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
MACHADO, DAISY MARIA; FINK, MARIA CRISTINA; PANNUTI, CLAUDIO SERGIO; DE MENEZES SUCCI, REGINA CELIA; MACHADO, ALESSANDRA APARECIDA; DO CARMO, FABIANA BONONI; BARBOSA GOUVEA, AIDA DE FATIMA; URBANO, PAULO ROBERTO; BELTRAO, SUENIA VASCONCELOS; LOPES DOS SANTOS, ISABEL CRISTINA; MACHADO, CLARISSE MARTINS. Human polyomaviruses JC and BK in the urine of Brazilian children and adolescents vertically infected by HIV. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, v. 106, n. 8, p. 931-935, DEC 2011. Citações Web of Science: 12.

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