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Escolha e transporte de ferramentas para a quebra de cocos por macacos-prego (Cebus sp) em semi-liberdade: manipulação experimental dos custos, da qualidade dos "martelos" e da distância e posicionamento entre cocos, "martelos" e "bigornas"

Processo: 09/05751-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2009 - 31 de julho de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Comportamento Animal
Pesquisador responsável:Eduardo Benedicto Ottoni
Beneficiário:Eduardo Benedicto Ottoni
Instituição-sede: Instituto de Psicologia (IP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Cognição  Mecanismos comportamentais  Macacos prego 

Resumo

O uso espontâneo de ferramentas por macacos-prego vem sendo estudado pelo Laboratório de Etologia Cognitiva em grupos selvagens e em semi-liberdade. No Parque Ecológico do Tietê, o uso de pedras na quebra de cocos de jerivá vem sendo alvo de estudos naturalísticos há mais de uma década. Recentemente, passamos a estudar este comportamento também através de "intervenções experimentais" visando aprofundar nossa compreensão de diversos aspectos da escolha e do transporte das ferramentas empregadas pelos animais. O estudo aqui proposto dá continuidade a estes experimentos, avaliando a seletividade dos macacos quando a propriedades dos "martelos" (forma e peso) e os efeitos da distância entre as "bigornas" e os "martelos" disponíveis sobre esta seletividade. Será ainda analisado o efeito da presença de coespecíficos sobre o transporte de cocos concomitante ao dos "martelos", uma peculiaridade anteriormente verificada no comportamento de nossos sujeitos (e vista por alguns autores como consequência de limitações cognitivas da espécie) que, hipotetizamos, pode decorrer de um "efeito de audiência" associado ao risco de usurpação destes recursos. Um segundo experimento examinará o planejamento da atividade de uso de ferramentas na quebra de cocos pelos animais, analisando a organização sequencial das visitas a um sítio de quebra onde cocos, "martelos" e bigornas se encontram distribuídos de forma eqüidistante. (AU)