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Auto-administração de etanol por ratos: influência de (a) estímulos discriminativos e reforçadores condicionados e (b) atraso do reforço

Processo: 09/01095-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2010 - 30 de novembro de 2012
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia Experimental
Pesquisador responsável:Miriam Garcia Mijares
Beneficiário:Miriam Garcia Mijares
Instituição-sede: Instituto de Psicologia (IP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Psicofarmacologia  Estímulos  Estímulo condicionado  Etanol  Comportamento animal  Ratos 

Resumo

Este projeto visa a caracterizar dois fatores comportamentais importantes na dependência do álcool. Várias pesquisas indicam que estímulos ambientais associados aos efeitos do etanol podem adquirir função discriminativa ou reforçadora condicionada, em relação às respostas que precedem esses efeitos. O controle desses estímulos sobre o comportamento é mantido mesmo após períodos longos em situação de extinção, e é fator fundamental na persistência da dependência de álcool. Outro aspecto frequentemente associado ao abuso de drogas é a falta de controle sobre o consumo dessas substâncias, muitas vezes identificada como "impulsividade". Na Análise Experimental do Comportamento o autocontrole e a "impulsividade" são tipicamente estudados em situações em que o sujeito precisa escolher entre dois reforçadores, sendo um deles inferior em qualidade ou quantidade, porém mais imediato, do que o outro. O primeiro objetivo deste trabalho é estudar o controle que estímulos discriminativos e reforçadores condicionados exercem sobre respostas de auto-administração de etanol. O segundo objetivo é caracterizar o efeito do atraso do reforçador sobre a escolha de etanol sob esquema de reforço concorrente. Dois experimentos serão conduzidos. No primeiro, ratos previamente treinados a consumir etanol serão distribuídos em dois grupos e submetidos a treino discriminativo sob esquema CRF. Os animais passarão por sessões experimentais de condicionamento em que a resposta de pressão à barra terá como consequência etanol ou água (grupo ET) e sacarose ou água (grupo SAC). Um odor A (SD+) estará presente em sessões em que a resposta for reforçada com etanol ou sacarose, e cada pressão à barra acionará um estímulo reforçador condicionado positivo (Sr+) seguido de liberação do reforçador. Para ambos os grupos, um odor B (SD-) estará presente em sessões em que a resposta for reforçada por água e cada pressão à barra acionará um estímulo reforçador condicionado negativo (Sr-) seguido da liberação de água. Posteriormente serão realizadas sessões de extinção da pressão à barra sem a presença dos estímulos SD ou Sr. Essa fase será seguida de sessões de reinstalação em extinção. Nas sessões de reinstalação os arranjos de estímulos apresentados nos treinos em CRF serão reintroduzidos. Sessões similares com a apresentação de cada estímulo separadamente serão também realizadas. No segundo experimento, ratos habituados a consumir etanol em um bebedouro serão treinados em pressão à barra sob esquema concorrente CRF CRF. Posteriormente passarão por tentativas discretas de escolha entre uma alternativa reforçada por etanol e outra reforçada por sacarose. Serão então introduzidos atrasos na disponibilidade de etanol e depois na de sacarose, para metade dos animais; para a outra metade a ordem dessas condições será invertida. A duração e ordem dos atrasos serão: 0, 2, 4, 8, 16, 8, 4, 2, 0 s. O número de escolhas de cada alternativa em relação ao número total de tentativas será usado como índice de preferência. Ambos os experimentos deverão fornecer dados sobre o papel do controle de estímulos e do atraso do reforço na persistência do abuso de drogas. (AU)