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Eficiência da nutrição energética e protéica na fermentação, digestão, síntese de proteína microbiana, protozoários e produção de metano no rúmen em bubalinos

Resumo

O Brasil é o maior produtor mundial de búfalos fora do continente asiático. Entretanto, há considerável escassez de pesquisas com informações adequadas sobre a nutrição de bubalinos nas nossas condições. Dados nutricionais obtidos com bovinos têm sido extrapolados para bubalinos, resultando em considerável ineficiência alimentar. Perdas de energia e nitrogênio pelos ruminantes ocorrem em diferentes níveis dependendo do sistema de alimentação utilizado. Além de prejuízos econômicos, há o envolvimento de problemas ambientais com emissão de gás metano e também de eliminação de nitrogênio ao ambiente. O desenvolvimento de melhoria na eficiência da nutrição energético-protéica dos búfalos é o caminho mais promissor para aumento da produção zootécnica e da redução de CH4 que é um potente gás poluidor. Para tanto, é fundamental a eficiente assimilação de N para a síntese microbiana no rúmen e assimilação de N pelo animal por uma alimentação balanceada com a otimização de energia e proteína para conciliar com o exato requerimento fisiológico do animal e redução de perdas de nitrogênio para o ambiente. Dessa forma, o presente projeto tem por objetivo determinar a eficiência na nutrição de energia e proteína em bubalinos pela combinação de dois níveis energéticos (65 e 69% NDT) e dois níveis protéicos (9 e 15%) em dietas sobre o padrão de metabolismo ruminal. As dietas serão avaliadas em búfalos fistulados no rúmen, envolvendo: ingestão de matéria seca, degradabilidade in situ e com produção de gases (quantificação de metano), digestão com uso de marcador, taxa de passagem de líquido ruminal, produção de ácidos graxos voláteis, amônia e pH ruminal, contagem e identificação da população de protozoários ciliados no rúmen e síntese de proteína microbiana. (AU)