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Avaliação in vivo e ex vivo do estresse oxidativo em neutrófilos de cães urêmicos e azotemicos

Processo: 07/06214-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2007 - 30 de junho de 2010
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Clínica e Cirurgia Animal
Pesquisador responsável:Paulo César Ciarlini
Beneficiário:Paulo César Ciarlini
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia (FOA). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araçatuba. Araçatuba , SP, Brasil
Assunto(s):Nefropatias em animal  Cães  Uremia  Estresse oxidativo  Neutrófilos  Creatinina 

Resumo

Em humanos, a infecção bacteriana é a principal causa de morte em pacientes nefropatas terminais, e acredita-se que este fato esteja associado à disfunção dos neutrófilos causada pelo estresse oxidativo da uremia. Estudos recentes sobre o tema têm apontado a uremia como a mais importante causa de estresse oxidante em neutrófilo de paciente nefropata e submetido à hemodiálise. Há evidências de que a elevação da uréia, da creatinina, da glicose, das proteínas glicadas, além de componentes guanidinos e o p-cresol presentes no plasma de pacientes urêmicos seja responsável por uma diminuição no estado energético dos neutrófilos e conseqüentemente, inibem a geração leucocitária de superóxido essencial para defesa do organismo contra infecções bacterianas. Não obstante a insuficiência renal crônica, dentre outras causas urêmicas, seja a nefropatia mais comum na espécie canina, não há estudos sobre o efeito da uremia na função leucocitária de cães. Contudo, existem indícios de que a uremia também afeta a funcionabilidade dos neutrófilos nesta espécie. O presente trabalho objetiva testar a hipótese de que, a semelhança do que é descrito em humanos, a uremia em cães nefropatas causa estresse oxidativo nos neutrófilos. Comparativamente será investigado o estresse oxidativo dos neutrófilos causado pela elevação sérica de uréia em cães azotêmicos não nefropatas. Para tal, será quantificado a peroxidação e o status antioxidante total do plasma de cães nefropatas urêmicos e azotêmicos não nefropatas. Será investigada a correlação entre o grau de azotemia e o grau de alterações quanto a apoptose e o metabolismo oxidativo dos neutrófilos. Aditivamente, será desenvolvido um modelo de estudo ex vivo para avaliar o efeito isolado de estresse oxidativo da uréia, creatinina e glicose sobre os neutrófilos de cães normais e os resultados comparados com o efeito de plasma de cães nefropatas urêmicos e azotêmicos não nefropatas. (AU)