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Filogeografia das espécies de tainha Mugil liza e M. platanus (Teleostei: Mugiliformes: Mugilidae)

Processo: 09/05658-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2009 - 31 de julho de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Animal
Pesquisador responsável:Claudio de Oliveira
Beneficiário:Claudio de Oliveira
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Peixes de água doce  Teleostei  Filogeografia  Biodiversidade 

Resumo

Os peixes, que correspondem a aproximadamente 50% das espécies de vertebrados existentes, vêm sofrendo os efeitos das mudanças ambientais como alterações climáticas, poluição, degradação dos rios, sobrepesca, entre outros. Visto que esses organismos têm uma acentuada importância como fonte de conhecimento, alimento e de geração de riquezas, é de consenso que a conservação e manejo dessa biodiversidade devam ser priorizados. Atualmente, crescentes esforços vêm sendo desenvolvidos no sentido de se caracterizar a fauna de peixes do Brasil do ponto de vista taxonômico e sistemático com o objetivo de melhor inventariar nossa biodiversidade, ampliando nosso conhecimento sobre a mesma, e também permitir seu uso de forma mais racional. Por outro lado, aspectos sumamente importantes, como a estrutura genética das populações, ainda são pouco conhecidos, mesmo para grupos extensivamente utilizados na alimentação humana, como no caso dos mugilídeos (tainhas e paratis). Sete espécies de Mugil são citadas para a costa do Brasil, sendo M. liza e M. platanus as que atingem maior tamanho e estão entre as mais exploradas. Estudos recentes sugerem que essas duas espécies possam constituir apenas uma espécie ou, ainda, constituir populações de M. cephalus. O presente estudo pretende, através da análise de seqüências do DNA mitocondrial, estudar amostras de M. liza e M. platanus em toda sua área de distribuição, procurando esclarecer o status taxonômico dessas duas espécies e testar a hipótese de que M. liza, M. platanus e M. cephalus constituem espécies distintas. As informações obtidas serão úteis para o correto desenvolvimento de projetos de manejo e conservação destas espécies e podem constituir um modelo de estudo para outras espécies marinhas, fornecendo indicações para o delineamento de estoques e para uso em programas de cultivo e repovoamento. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
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