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Influência da raça do touro (Bos Taurus indicus x Bos Taurus taurus) e dos fatores de crescimento semelhantes à insulina (IGF) 1 e 2 e seus receptores (IGFR-1 e IGFR-2), na aquisição de tolerância ao estresse calórico

Processo: 08/50441-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2008 - 31 de dezembro de 2010
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Reprodução Animal
Pesquisador responsável:Ciro Moraes Barros
Beneficiário:Ciro Moraes Barros
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Bovinos  Estresse térmico  Fator de crescimento insulin-like I  Fator de crescimento insulin-like II  Receptor IGF tipo 1  Receptor IGF tipo 2  RNA mensageiro  Expressão gênica  Apoptose 

Resumo

Existem evidências de que os efeitos deletérios do estresse térmico (ET) sobre a fertilidade são menos pronunciados em raças tolerantes ao calor devido primariamente às diferenças na capacidade de termoregulação. Experimentos in vitro têm demonstrado que embriões zebuínos (Bos indicus) são mais resistentes ao ET quando comparados a taurinos (Bos taurus). A fim de melhor compreender as diferenças entre zebuínos e taurinos em relação à resistência ao estresse térmico, objetiva-se com o presente trabalho: (1) verificar se a resistência ao choque térmico é resultado da contribuição genética do oócito, do espermatozóide ou de ambos; (2) verificar in vitro e de forma comparativa (zebuínos vs mestiços) a influência do ET na taxa de apoptose de embriões bovinos; (3) verificar a influência da adição de IGF-1 ao meio de cultivo no desenvolvimento de embriões (zebuínos vs taurinos) submetidos ao ET; (4) determinar a expressão do RNAm para IGF-1 e IGF-2, bem como para seus receptores (IGFR-1 e IGFR-2), em oócitos e embriões bovinos (zebuínos vs taurinos) submetidos ou não ao ET. Oócitos provenientes de matadouro de vacas Nelore ou Holandesa preto e branco (HPB), serão maturados por 22-24h a 39 °C em 5% de CO2 em ar. A fecundação será realizada com sêmen congelado proveniente de touros das raças Angus (An), Nelore (Ne), Gir (Gi) e Brahmanm (Br). Nos experimentos 1 e 2, noventa e seis horas pós-inseminação (96 hpi), os embriões com mais de 16 células serão separados ao acaso em dois grupos: controle e ET. Os embriões do grupo controle serão cultivados a 39 °C continuamente e do grupo ET expostos a 41 °C por 12 horas, retornando a seguir para 39 °C. No experimento 1, noventa e seis horas pós-inseminação (hpi), os embriões com mais de 16 células serão separados ao acaso em dois grupos: controle e ETC. Os embriões do grupo controle serão cultivados a 39 °C continuamente e do grupo ETC expostos a 41 °C por 12 horas, retornando a seguir para 39 °C. Serão avaliadas as taxas de clivagem, mórula, blastocisto e blastocisto eclodido dos embriões taurinos (HPB vs. An), zebuínos (Nel. X Nel.) e mestiços (HPB vs. Ne; HPB vs. Br; HPB vs. Gir) dos grupos controle e ETC. No experimento 2, será verificada a taxa de apoptose celular pela técnica do TUNEL, em embriões taurinos (HPB vs An), mestiços (HPB vs Ne; HPB vs Br; HPB vs Gir) e zebuínos (Ne vs Ne) dos grupos controle e ET. No experimento 3, será verificada a influência da adição de IGF-1 no meio de cultivo no desenvolvimento de embriões taurino (HPB vs An) e zebuíno (Ne vs Ne), submetidos ou não ao ET. Neste experimento serão avaliadas as taxas de clivagem, mórula, blastocistos e blastocisto eclodido bem como a apoptose celular. No experimento 4, oócitos de vacas Nelore e HPB, bem como embriões taurinos (HPB vs An) e zebuínos (Ne vs Ne), submetidos ou não ao ET, serão submetidos, 96, 144 e 240 hpi, ao protocolo de extração de RNA, armazenados à -80 °C para posterior utilização da técnica de transcrição reversa (RT), seguida por PCR em Tempo Real, para a determinação e quantificação da expressão dos RNAm dos IGF-1 e IGF-2, e seus receptores (IGFR-1 e IGFR-2). Com estes experimentos serão testadas as seguintes hipóteses: a) a resistência ao choque térmico é resultado da contribuição do oócito e também do espermatozóide; b) a taxa de apoptose é maior em embriões taurinos do que em zebuínos, submetidos a estresse calórico; c) a adição de IGF-1 ao meio de cultivo é mais eficiente em diminuir ou efeitos deletérios do ET em embriões taurinos quando comparados a zebuínos; d) a expressão dos RNAm do IGF-1 e IGF-2, e de seus receptores (IGFR-1 e IGFR-2) é mais elevada em oócitos e durante o desenvolvimento embrionário inicial de zebuínos quando comparados a taurinos, submetidos ou não ao ET. (AU)