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Associação de ligadura elástica endoscópica com plasma de argônio para o tratamento de varizes esofágicas e prevenção da recidiva

Processo: 08/01031-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de junho de 2008 - 31 de maio de 2010
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Ademar Yamanaka
Beneficiário:Ademar Yamanaka
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Gastroenterologia  Endoscopia do sistema digestório  Ligadura  Coagulação com plasma de argônio  Varizes esofágicas e gástricas  Hipertensão portal 

Resumo

A hemorragia por ruptura de varizes esofágicas é uma causa comum de morte em pacientes com cirrose hepática. O melhor tratamento para prevenir novas ocorrências de sangramento em pacientes que já tiveram um episódio é a aplicação de ligadura elástica nos vasos através do exame de endoscopia digestiva, que visa a erradicação das varizes. Um dos problemas deste método é que uma vez atingida a erradicação, é comum o reaparecimento vasos que, se não forem tratados, podem gerar novas hemorragias. Neste estudo será avaliada uma técnica que visa reduzir o risco de recidivas de varizes que consiste na aplicação do plasma de argônio no esôfago distal assim que as varizes estiverem erradicadas com a ligadura elástica. A coagulação com argônio pode levar à fibrose em planos profundos da mucosa esofágica impedindo a formação de novos vasos. Num estudo piloto realizado em outro centro - já publicado - com 16 pacientes, foram obtidos excelentes resultados com esta associação, sendo que não houve recidiva de varizes num período de seguimento médio de oito meses, assim como não foram relatadas complicações. O presente estudo será prospectivo e controlado. Pacientes com cirrose hepática e episódio prévio de hemorragia varicosa serão randomizados em dois grupos: os do Grupo A serão submetidos a ligadura elástica endoscópica seguida de aplicação de argônio; os do Grupo B farão somente a ligadura. Uma vez erradicados os pacientes serão seguidos por pelo menos um ano para pesquisa de recidiva. Esperamos que os pacientes do Grupo A tenham índice de recidiva pelo menos 20% menor que os do Grupo B, sem a ocorrência de complicações. (AU)