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Investigação de mutações nos genes hMLH1 e hMSH2 em famílias que apresentam câncer colorretal hereditário sem polipose (HNPCC)

Processo: 07/08749-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de junho de 2008 - 31 de maio de 2010
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Carmen Sílvia Bertuzzo
Beneficiário:Carmen Sílvia Bertuzzo
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Oncogenética 

Resumo

O CCR (Câncer Colorretal) refere-se a uma neoplasia que atinge o cólon e o reto. A maior incidência de casos ocorre na faixa etária entre 50 e 70 anos, mas as possibilidades de desenvolvimento já aumentam a partir dos 40.No Brasil, o câncer de colorretal é apontado como o quinto tumor maligno mais freqüente entre homens e quarto entre as mulheres. Nos Estados Unidos o CCR é a terceira principal causa da morte entre os cânceres e na Austrália é a segunda causa de óbito por neoplasia maligna. O CCR é um problema de saúde importante devido a sua alta incidência, gravidade e pela tendência em ser diagnosticado em estágio avançado.Aproximadamente 80% dos pacientes desenvolvem o CCR de forma esporádica, enquanto que em 20% há uma suscetibilidade hereditária à neoplasia. Das formas hereditárias o Câncer Colorretal Hereditário sem Polipose (HNPCC) é a mais comum, sendo responsável por 20 - 30% destes, o que equivale a 3% a 5% de todas as neoplasias colorretais. Classicamente como é conhecida, a síndrome de Lynch I e II é uma doença autossômica dominante sendo cinco vezes mais freqüente que a polipose adenomatosa familiar (PAF) e é decorrente da mutação do gene responsável pelo sistema de reparo do DNA. Os indivíduos que herdam esta mutação têm uma chance de aproximadamente 80% de desenvolver CCR. Dentre os vários genes que participam do sistema de reparo do DNA, as mutações que ocorrem no hMLH1 e hMSH2 são responsáveis por 90% das mutações detectadas no HNPCC. Mutações do hMSH6 foram encontradas em algumas famílias e raras mutações no hPMS1 e hPMS2 foram descritas.Em nosso estudo, com uma amostra de 40 famílias que apresentam Câncer de Colorretal Hereditário sem polipose, investigaremos a presença das mutações nos genes hMLH1e hMSH2 pelos métodos PCR, dHPLC e sequenciamento automático. Relacionaremos as mutações com o grau histológico dos tumores, apresentação clínica da doença, sexo, idade, etnia, assim como a idade de início do câncer nos pacientes.Com os resultados deste estudo, espera-se avançar no entendimento das diferentes mutações nos genes que poderiam ser a chave para explicar as diferenças na suscetibilidade maior ou menor para o desenvolvimento de neoplasias. Será possível também ter noções sobre possíveis variações na prevalência destas mutações em nossa população. (AU)