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Terlipressina versus adrenalina na ressuscitação cardiopulmonar em suínos: repercussões sobre a perfusão cerebral

Processo: 07/08741-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de janeiro de 2009 - 30 de novembro de 2010
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Antonio Luis Eiras Falcão
Beneficiário:Antonio Luis Eiras Falcão
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Cirurgia experimental  Perfusão  Pressão intracraniana  Reanimação cardiopulmonar  Adrenalina  Terlipressina 

Resumo

O objetivo principal deste estudo é avaliar a eficácia da terlipressina versus adrenalina na ressuscitação cardiopulmonar (RCR) de suínos submetidos a uma parada cardio-respiratória (PCR) por fibrilação ventricular (FV) e suas implicações sobre a perfusão cerebral. Serão avaliadas a pressão de perfusão cerebral (PPC), a pressão tecidual cerebral de oxigênio (pTO2) e a pressão intracraniana (PIC). Espera-se demonstrar que a terlipressina (TP) como vasopressor durante a RCP pode ser mais eficaz que a adrenalina (ADR) mantendo melhores níveis de PPC e de pTO2. Os animais serão alocados de forma aleatória em três grupos: 1) ADR + Placebo e 2) TP + Placebo e 3) TP + ADR. Os animais serão sedados, anestesiados, intubados e colocados em ventilação mecânica. Dissecções vasculares serão realizadas em regiões femoral direita e cervical D e E. Cateteres preenchidos com solução salina heparinizada serão passados através da artéria femoral direita até a aorta torácica (para registro da pressão arterial e coleta de amostras sangüíneas) e através da veia jugular externa D até o átrio D (para mensuração da pressão venosa central e coletas de amostras sangüíneas). Um cateter de marca-passo será passado pela veia jugular esquerda e posicionado na cavidade ventricular D, para a indução de fibrilação ventricular. Um cateter para mensuração da PIC e da pTO2 será colocado através de trepanação da calota craniana. Após a indução da fibrilação ventricular, o animal será desconectado do ventilador mecânico, permanecendo em PCR não-assitida por 10 minutos. Após esse tempo, o animal será reconectado ao ventilador mecânico e aplicado o protocolo de RCP preconizado pela American Heart Association (AHA), com uma taxa de 100 compressões torácicas manuais externas/6 ventilações por minuto, durante 2 minutos, com força suficiente para gerar uma pressão arterial sistólica de 80-100mmHg. No 12° minuto, serão administradas, em bolo, por via venosa central, as medicações: Grupo 1: [ADR (45µg/kg) + Placebo]; Grupo 2: [TP (20µg/kg) + Placebo]; e Grupo 3: [TP (20µg/kg) + ADR (45µg/kg)], mantendo-se o suporte básico de vida por mais 2 minutos. No 14° minuto serão realizadas as tentativas de desfibrilação externa, com choque de 5J/kg, até o retorno da circulação espontânea ou até que 5 choques tenham sido aplicados. Os animais sobreviventes serão observados por um tempo adicional de 30 min, sendo sacrificados ao final. Serão mantidos registros contínuos da pressão arterial sistêmica (PAM), da pressão venosa central (PVC), da PPC, da PIC e da pTO2. Amostras sangüíneas (3-5 mL) arteriais e venosas serão colhidas, para análise gasométrica, nos seguintes tempos: antes da indução da fibrilação ventricular; ao final dos 10 min de PCR não-assistida; ao final dos 2 min de suporte básico; logo antes do 1º choque desfibrilatório (2 min após a infusão das drogas) e aos 10 min, 20 min e 30 min de observação pós-RCP nos animais sobreviventes. (AU)