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Exacerbação da resposta inflamatória pulmonar alérgica pela exposição a enterotoxinas estafilocócicas

Processo: 07/08022-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2008 - 31 de julho de 2010
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Geral
Pesquisador responsável:Edson Antunes
Beneficiário:Edson Antunes
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Resposta inflamatória  Alergia e imunologia  Asma  Staphylococcus aureus  Citocinas 

Resumo

A asma é uma doença mundial de prevalência progressiva responsável por grande parte dos elevados gastos em saúde pública. Esta doença é uma condição caracterizada por resposta inflamatória crônica das vias aéreas que resulta em broncoespasmo devido à liberação de uma grande variedade de mediadores inflamatórios e espamogênicos. Estudos realizados em pacientes asmáticos e em modelos experimentais têm revelado que o acúmulo seletivo dos eosinófilos e sua ativação na mucosa brônquica são considerados eventos centrais na patogênese desta doençaos, existindo, inclusive, correlação positiva entre o grau de eosinofilia no sangue (e no lavado broncoalveolar), a hiperreatividade brônquica e a gravidade da doença. Mais recentemente, alguns estudos têm relatado uma forte correlação entre a presença de anticorpos do tipo IgE para enterotoxinas estafilocócicas e a exacerbação de doenças respiratórias, incluindo a asma brônquica em humanos, mas os mecanismos responsáveis pela exacerbação da asma em indivíduos expostos às enterotoxinas ainda são pouco investigados e conhecidos. As enterotoxinas estafilocócicas são proteínas produzidas e excretadas pelas bactérias gram-positivas Staphylococcus aureus, e são responsáveis pela maioria das condições patológicas associadas a infecções por estes microorganismos, incluindo infecções pulmonares. Estas proteínas atuam também como como superantígenos, acreditando-se que parte de suas ações se deve ao este efeito imunomodulador. Trabalhos recentes do grupo mostraram as enterotoxinas estafilocócicas dos tipos A (SEA) e B (SEB) são capazes de induzir resposta inflamatória pulmonar caracterizada por influxo predominante de neutrófilos, que é máximo 4 h após exposição das vias aéreas a estas toxinas, sendo esta resposta inflamatória mediada pela liberação de metabólitos da ciclooxigenases-2 (COX-2) e lipooxigenase, do NO, TNF-alfa e da IL-6 (DESOUZA et al., 2005, 2006). Dando continuidade a estes estudos, decidimos verificar se a pré-exposição à SEA (ou SEB) exacerba a resposta pulmonar alérgica (com ênfase no infiltrado eosinofílico para o lavado broncoalveolar) em ratos imunizados com ovalbumina, e, em caso positivo, elucidar os mecanismos que determinam este fenômeno (este estudo tem sido conduzido pela mestranda Nadia S. Mariana com bolsa Fapesp, sob minha orientação e co-orientação da Profa. Dra. Ivani. A. de Sousa). Até o momento, nossos dados mostraram que ratos sensibilizados à ovoalbumina e pré-expostos à SEA mostram exacerbação do influxo eosinofílico no lavado broncolaveolar 24 h após o desafio antigênico. Isto, ao mesmo tempo que mimetiza situações clínicas, funciona como um bom modelo (ou estratégia farmacológia) para se avançar no sentido de se esclarecer os mecanismos envolvidos na exacerbação da reposta inflamatória pulmonar alérgica em ratos pela SEA e SEB. Portanto, este projeto poderá fornecer subsídios para compreensão da amplificação de doenças inflamatórias pulmonares alérgicas em indivíduos expostos a bactérias gram-positivas. (AU)