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Recuperação da palha de cana-de-açúcar para fins energéticos

Resumo

O Brasil se defronta atualmente com a perspectiva de aumento significativo da demanda de álcool combustível. Esta previsão se sustenta em três realidades de mercado: aumento interno do consumo de álcool hidratado pelo sucesso da introdução da alternativa flex-fuel no mercado de veículos automotivos leves; expansão das exportações brasileiras de álcool em função do crescente interesse mundial pela mistura do álcool à gasolina para atender as metas estabelecidas recentemente de redução de GEE; e finalmente pela opção brasileira pela produção do biodiesel utilizando etanol na transesterificação dos óleos vegetais. Neste contexto a tecnologia de colheita de cana picada, atualmente disponível, não contempla o aproveitamento do palhiço, que é queimado ou deixado no solo dependendo do sistema de colheita empregado, (crua ou queimada). Um dos principais desafios para viabilizar a utilização deste material é o desenvolvimento de um sistema mecanizado de colheita que contemple a recuperação do palhiço, com custo e qualidade mais adequados para a produção de combustíveis de segunda geração ou mesmo para queima em caldeiras de alta pressão. Os processos testados atualmente para a recuperação do palhiço envolvem a secagem natural ao sol seguida de rastelamento ou enleiramento e enfardamento ou picagem. O processo de enleiramento é responsável pelo elevado teor de terra do palhiço recuperado, o qual varia entre 5 e 10%. O custo da recuperação do palhiço supera os 20 R$ ton-1, havendo, então, a necessidade de novas propostas de métodos de recolhimento que atendam as necessidades qualitativas para o uso do palhiço como fonte de energia. Dentro desse contexto este projeto de pesquisa tem por objetivo testar um princípio de adensamento de palhiço que viabilize, em termos de peso e volume, o projeto de um equipamento de adensamento acoplável às colhedoras com capacidade para recuperar o palhiço antes de seu lançamento ao solo, evitando as operações posteriores de enleiramento e enfardamento, e com isso os correspondentes custos, tráfego nas soqueiras, e principalmente, a contaminação com terra que esses processos provocam. O princípio proposto consiste no recolhimento e adensando do material antes de entrar em contato com o solo, onde um adensador de roscas convergentes, compactará o palhiço na forma de uma corda; a qual poderá ser torcida e enrolada em um carretel dispensando a amarração. O projeto será desenvolvido utilizando recursos de engenharia como cálculo estrutural e simulação/otimização do processo contínuo de adensamento baseado no equilíbrio de forças de atrito, para concluir com a construção e avaliação da unidade experimental no laboratório de protótipos da FEAGRI/UNICAMP. (AU)

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