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ANÁLISE DA GRADAÇÃO HISTOLÓGICA E DA EXPRESSÃO IMUNOISTOQUÍMICA DE PROTEÍNAS DE MANUTENÇÃO DE MINICROMOSSOMOS (Mcm2 e Mcm5), p-53, Ki-67 E MASPIN EM LEUCOPLASIA VERRUCOSA PROLIFERATIVA ORAL E CARCINOMA ESPINOCELULAR ORAL

Processo: 06/06385-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de janeiro de 2008 - 31 de dezembro de 2008
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia
Pesquisador responsável:Marcio Ajudarte Lopes
Beneficiário:Marcio Ajudarte Lopes
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Piracicaba , SP, Brasil
Assunto(s):Imuno-histoquímica  p53  Leucoplasia 

Resumo

A OMS define leucoplasia oral como “placa ou mancha branca que não pode ser caracterizada clínica ou patologicamente como qualquer outra doença”. Entretanto, esta definição é estritamente clínica, não implicando em alterações histopatológicas do tecido. Portanto, várias outras lesões orais brancas podem ter características clínicas semelhantes, e a diferenciação decorre, principalmente, pelos aspectos microscópicos. Lesões leucoplásicas são, apesar de seu aspecto histológico muito variável, alterações orais que apresentam potencial de transformação maligna. A transformação em carcinoma espinocelular varia de acordo com alguns fatores, como tipo da leucoplasia, grau de displasia epitelial, localização da lesão e tempo de evolução. Vários estudos vêm sendo feitos para se determinar se a expressão alterada de proteínas como Ki-67, p53, p21, erB-2, erB-1, p57, hsp 60, ciclina D1, PCNA e Mcm poderiam aumentar o potencial carcinogênico das leucoplasias orais. Entretanto, não há trabalhos relatados na literatura correlacionando a expressão da proteína maspin e de Mcm, os quais são considerados, respectivamente, como supressor de tumor e marcador de proliferação celular, com os aspectos clínicos das leucoplasias verrucosas proliferativas orais. O carcinoma espinocelular oral está entre as dez neoplasias malignas mais freqüentes no mundo. No entanto, apesar de vários estudos, ainda não existem marcadores biológicos com potencial de prever seu comportamento biológico e prognóstico. A gradação histológica tem possibilitado uma importante correlação entre características histopatológicas e evolução tumoral, apesar da importante taxa de discordância inter-examinadores. A expressão desregulada das proteínas de manutenção de minicromossomo (Mcm) é uma importante característica da carcinogênese epitelial inicial e a sua detecção imunofluorométrica em células esfoliadas fornece grande precisão na detecção de cânceres de origem epitelial. Assim sendo, os objetivos deste estudo são: a) analisar a expressão imunoistoquímica das proteínas maspin, Ki-67, p53, Mcm2 e Mcm5 em leucoplasias verrucosas proliferativas orais e correlacionar com as características histológicas e clínicas; b) analisar a expressão imunoistoquímica das proteínas maspin, Ki-67, p53, Mcm2 e Mcm5 de carcinoma espinocelular oral com diferentes graus de diferenciação e correlacionar com as características clínicas e sobrevida dos pacientes. Estas análises visam, por fim, determinar o valor clínico destas proteínas como biomarcadores prognósticos. (AU)