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Isolamento de frações ativas de extratos de Punica granatum na inibição de Candida spp

Processo: 08/53185-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de outubro de 2008 - 30 de setembro de 2010
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia
Pesquisador responsável:Jose Francisco Hofling
Beneficiário:Jose Francisco Hofling
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Piracicaba , SP, Brasil
Assunto(s):Antifúngicos  Candida  Extratos vegetais 

Resumo

A levedura Candida e outras fungos oportunistas são colonizadores freqüentes de superfícies mucosas humanas, como a cavidade orofaríngea e o trato vaginal. As infecções fúngicas oportunistas vêm aumentando como conseqüência do crescente número de pacientes imunocomptumetidos, principalmente devido à pandemia da AIDS. As condições imunes e fisiológicas do hospedeiro e a capacidade do fungo em sobreviver em vários sítios anatômicos, são importantes fatores na transição de sua forma comensal para patogênica, causando infecção. Além da espécie C. albicans ser a levedura mais isolada, outras espécies menos patogênicas, mas tidos como significantes patógenos oportunistas, tem sido freqüentemente isoladas como: C glabrata C. krusei, C. parapsilosis, C tropicalis, C. dubliniensis, C. utilis, C rugosa, C. lusitaniae e C. dubliniensis A candidíase oral, freqüente em infecções pelo HIV, é, no início, facilmente tratada com antifúngicos azólicos. Porém, amostras clínicas emergentes resistentes às drogas têm impedido o tratamento antifúngico, e o aparecimento de efeitos indesejáveis faz com que pesquisas por novos agentes antimicrobianos sejam alvo de investigação. Na última década, o interesse por produtos naturais tem aumentado, com intensivos estudos relacionados à terapia natural como fonte de novos compostos antimicrobianos. Estes compostos tem sido isolados e submetidos a análises estruturais detalhadas, e seus modos de ação e alvo elucidados. Muitas plantas usadas na medicina popular tem sido estudadas por suas atividades antimicrobianas, como fonte de novos compostos antifúngicos, com poucos efeitos colaterais, pelo grande espectro de ação e baixo custo. A atividade antimicrobiana da P. granatum Linn tem sido investigada, onde resultados de vários estudos sugerem que seu uso fitoterápico pode ser uma opção viável para controlar diferentes infecções por bactérias, fungos e parasitas. Muitos extratos de plantas e óleos essenciais isolados tem demonstrado ação biológica in vitro e in vivo, o que justifica pesquisas focadas na caracterização da atividade antimicrobiana das plantas. (AU)