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Morfologia floral e sistema reprodutivo de Macairea radula (Bonpl.) DC. (Melastomataceae)

Processo: 08/00604-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de junho de 2008 - 31 de maio de 2010
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Botânica
Pesquisador responsável:Marlies Sazima
Beneficiário:Marlies Sazima
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Biologia reprodutiva  Melastomataceae 

Resumo

A condição bissexuada de 72% das angiospermas, ao mesmo tempo em que propicia a retirada e a deposição de pólen em uma só visita, aumenta também as chances de autopolinização. Entretanto, a evolução da homoicia foi acompanhada pela evolução de mecanismos que favorecem a xenogamia, como a hercogamia, dicogamia, heterostilia, sistemas genéticos de reconhecimento e rejeição do pólen endógeno e a dioicia. Em sua forma típica e extrema, espécies heterostílicas apresentam um sistema de auto-incompatibilidade genético associado à hercogamia recíproca entre os morfos. Na família Melastomataceae são encontradas espécies autocompatíveis, auto-incompatíveis em variados graus e apomíticas e a hercogamia é considerada o principal modo de promover a polinização cruzada. Durante os estudos de polinização de Macairea radula observou-se a existência de dois tipos de indivíduos: um com flores cujo estilete é mais longo que os estames e outro com flores cujo estilete é mais curto que os estames. O objetivo desse trabalho é investigar o sistema reprodutivo dessa espécie e, avaliar se há incompatibilidade intra-morfo associada ao heteromorfismo floral por meio de testes controlados de cruzamentos manuais. Adicionalmente, será feito um levantamento da proporção de ocorrência dos indivíduos de cada morfo floral e da possível variação morfológica floral em diferentes populações. Outras características a serem analisadas serão: o número cromossômico, a microsporogênese e o comportamento meiótico além de aspectos do desenvolvimento do megagametófito e do embrião. O heteromorfismo floral será investigado em outras espécies do gênero utilizando material herborizado. Todos esses aspectos, avaliados em conjunto, trarão contribuições inéditas que poderão ser acrescentadas a análises filogenéticas do grupo e fornecer subsídios para formular hipóteses acerca de como as espécies, ou até mesmo o gênero, se diferenciaram. (AU)