Busca avançada
Ano de início
Entree

A arquitetura moderna e a produção do espaço doméstico: as trajetórias de Charlotte Perriand, Lina Bo Bardi e Carmen Portinho

Processo: 09/15429-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2010 - 31 de janeiro de 2012
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História
Pesquisador responsável:Silvana Barbosa Rubino
Beneficiário:Silvana Barbosa Rubino
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):História social  Arquitetura moderna  Industrialização  Modernidade 

Resumo

Esta pesquisa tem como objetivo estudar as transformações que a chamada arquitetura moderna promoveu no espaço interno das residências e em seu mobiliário. Para tanto, elegeu-se estudar alguns aspectos das carreiras da arquiteta Lina Bo Bardi (1914-1992), da designer Charlotte Perriand (1903-2000) e da engenheira Carmen Portinho (1903-2000), por serem as três vinculadas ao movimento moderno em arquitetura. Embora a arquitetura moderna em seus textos fundadores se defina como universal, sua prática evidencia um conjunto de divisões internas: ela se diferenciou em contextos geográficos, ao longo do século XX e, para a finalidade que nos interessa, por gênero. Assim, fica evidente nessa escolha a intenção de conferir aos estudos de modernidade e produção de espaço um viés de gênero, examinando de que forma uma divisão de trabalho silenciosa e tácita operou na obra das personagens escolhidas. A escolha pelas três personagens deve-se ao fato delas terem conseguido construir uma carreira, e é no interior dos impasses dessas trajetórias profissionais que a pesquisa busca inflexões de gênero, especialmente no que diz respeito à produção material dessas carreiras: desenhos, projetos, escritos, edifícios, mobiliário e objetos por elas concebidos. Também faz parte da investigação as transformações na casa e no ideal de domesticidade, cabendo recuperar a história de como os saberes profissionais (a arquitetura, a engenharia e o design) operaram nessa mudança e o papel das mulheres na mesma. A hipótese é que, ainda com episódios de sujeição e auto-sujeição, a presença feminina foi responsável por feitos de revolução simbólica no campo. (AU)