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Complexos de Ru(II) com potenciais atividades quimioterapêuticas: síntese, caracterização e testes biológicos

Resumo

Neste projeto tem-se como objetivo principal sintetizar uma série de compostos contendo fosfinas diversas em suas estruturas, com diferentes basicidades, com o objetivo de se avaliar qual a espécie contida no complexo é realmente a que apresenta atividade antitumoral. Em princípio nossa sugestão é que as fosfinas é que são partes essenciais que conferem aos nossos complexos atividades biológicas. Neste sentido este projeto tem como objetivo a ampliação do número de complexos testados para se confirmar, ou não, nossa sugestão inicial. Neste caso os complexos como um todo serviriam apenas como transportadores das fosfinas para os alvos biológicos que são as células cancerígenas. Obviamente algumas características específicas dos complexos como um todo, tais como carga e potenciais redox do centro metálico que conferem aos mesmos maior ou menor caráter hidrofílico ou hidrofóbico, podem influenciar nas propriedades antitumorais dos mesmos. Assim, pretendemos obter complexos diversos contendo ligantes tais como: fosfinas, bifosfinas, diiminas, N-heterocíclicos, carbonilo, tiolatos e aminoácidos, dentre outros e efetuar com os mesmos testes de citotoxicidade in vitro nas linhagens de células derivadas de tumores humanos, como por exemplo: MDA-MB-231 e HeLa. Até o momento realizamos testes com compostos contendo principalmente a dppb [1,4-(bis-(difenilfosfina)butano], 2,2´-bipiridina e tiossemicarbazonas. Neste projeto ampliaremos trabalho com a dppm [bis(difenilfosfina)metano]; dppe[1,2-bis(difenilfosfina)(etano)]; [dppp(1,3-bis(difenilfosfina) propano); e dcype [bis-diciclohexilfosfina-etano]. Os aminoácidos a serem usados são: glicina, DL-alanina, DL-valina, DL-tirosina, L-metionina, DL-arginina, DL-lisina, DL-Cisteina e triptofano. A utilização de fosfinas diversificadas se justifica devido ao fato de que apresentam diferentes basicidades e efeitos estéricos, o que pode influenciar nas atividades antitumorais das mesmas. No caso os alvos serão as células HeLa (adenocarcinoma de cervix humano) e MDA-MB 231 (câncer de mama). Da mesma forma a utilização de diferentes aminoácidos baseia-se do fato de que as estruturas dos mesmos são bastante diversificadas o que poderá atribuir aos complexos diferentes estabilidades químicas, bem como diferentes hidrofilicidades, o que poderá contribuir de forma diferente para a atividade de seus complexos. Ainda na tentativa de detectar a espécie ativa dos complexos, compostos do tipo cis-[RuCl2(bipy)2] e cis-[RuCl2(P-P)2] (P-P = bifosfinas), já conhecidos da literatura serão obtidos e utilizados em ensaios de citotoxicidade em linhagem celulares derivadas de tumores. (AU)

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