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Avaliacao sequencial das alteracoes morfologicas e funcionais de rins de ratos apos obstrucao ureteral unilateral. efeito da suplementacao com l-arginina

Resumo

A obstrução ureteral unilateral (OUU) é um modelo experimental caracterizado pela fibrose tubulointersticial progressiva associada a profundas mudanças na hemodinâmica renal e na função tubular. Logo após a OUU, uma cascata de eventos é desencadeada, promovendo apoptose tubular, infiltração de macrófagos, presença de fibroblastos no interstício e produção de fator de necrose tumoral-a (TNF-α), que estimula a síntese de fatores quimiotáticos, incluindo a proteína quimiotática de monócitos (MCP-1). A infiltração de macrófagos no rim tem início horas após a obstrução ureteral unilateral e continua aumentando com o tempo. Os macrófagos liberam toxinas mediadoras que induzem apoptose nas células epiteliais tubulares, liberam fatores de crescimento, como o TGF-ß, e citocinas como a interleucina 1 (IL1), interleucina 6 (IL6) e o TNF-α. Muitos estudos sugerem que a inflamação intersticial crônica e, subseqüentemente, a fibrose intersticial, sejam mediadas pelo influxo de macrófagos e linfócitos para o compartimento tubulointersticial. O oxido nítrico (NO) desempenha um importante papel na regulação do fluxo sangüíneo renal em condições normais e na doença renal. Além disso, o NO pode atuar como modulador da resposta inflamatória. Na OUU, o aumento de espécies reativas de oxigênio (ROS) através da ativação da NADPH oxidase, reduz a biodisponibilidade do NO. A suplementação com L-arginina poderia neste modelo, aumentar a biodisponibilidade do NO. O efeito da OUU sobre a função do rim contralateral ainda não está bem definido. Assim, os objetivos do presente trabalho são: analisar as alterações morfológicas seqüenciais que ocorrem nos rins após a OUU correlacionando estas alterações com a presença de marcadores inflamatórios; avaliar a repercussão da OUU no rim contralateral (CL); avaliar se a suplementação com L-arg poderia retardar as alterações morfológicas observadas no rim obstruído, bem como no CL. A expressão do gene SRY (Sex Determining Region in chromosome Y) constitui o primeiro passo para a diferenciação sexual masculina nos embriões de mamíferos. Este gene localizado no braço curto do cromossomo Y codifica uma proteína de 204 aminoácidos dos quais 79 constituem um domínio denominado HMG-box que confere a esta proteína a capacidade de interagir com o DNA. O domínio HMG-box é comum entre proteínas com função reguladora de expressão. (AU)