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Hiper-homocisteinemia materna e alterações epigenéticas na programação fetal de genes envolvidos na etiopatogênese da Doença de Alzheimer

Processo: 10/00075-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2010 - 30 de novembro de 2012
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Desnutrição e Desenvolvimento Fisiológico
Pesquisador responsável:Vânia D'Almeida
Beneficiário:Vânia D'Almeida
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):Doença de Alzheimer  Desenvolvimento fetal  Epigênese genética  Complexo vitamínico B  Hiper-homocisteinemia 

Resumo

Estudos epidemiológicos e experimentais indicam que o ambiente fetal e neonatal exerce profunda influência sobre as funções fisiológicas e podem aumentar o risco de desenvolvimento de doenças crônicas na vida adulta. A hipótese da origem fetal de doenças do adulto, denominada programação fetal, sugere uma correlação entre um ambiente uterino adverso (déficit nutricional ou estímulos ambientais) e respostas adaptativas no feto. Acredita-se que a nutrição exerça seu papel na programação da expressão gênica por meio do metabolismo de grupamentos de um carbono regido pelo fluxo metionina-homocisteína. Nesta rota, grupos metila são disponibilizados, entre outros fins, para metilação de DNA e proteínas e são sensíveis ao fornecimento de aminoácidos, ácido fólico, vitamina B12 e vitamina B6. Além disso, estudos recentes mostraram uma variação na taxa de metilação global da placenta de ratos associada aos níveis placentários de S-adenosil-metionina (SAM), quando comparados os ratos com dieta homocisteína/folato deficiente e homocisteína/folato suplementado. Em outro estudo foi observado uma diminuição das capacidades de comportamento exploratório e de aprendizagem e memória associada à privação inicial de vitaminas do complexo B. Pouco se sabe sobre os efeitos da hiper-homocisteinemia materna na programação da expressão gênica fetal. Portanto, este trabalho tem como objetivo investigar os efeitos da hiper-homocisteinemia materna, em diferentes fases do desenvolvimento fetal e pós-natal, na programação dos genes APP, PS1, PS2, ADAM10, TACE, BACE e p53 considerados importantes na patogênese da doença de Alzheimer. Serão utilizados camundongos da linhagem Black, distribuídos nos seguintes grupos experimentais um mês antes da prenhez: grupo controle, suplementado com metionina e dieta deficiente (doadores metila, vitaminas B12, B2 e folato). Após o nascimento e em períodos pré-determinados, os filhotes serão sacrificados e cérebro e plasma armazenados a -80ºC. Os níveis de homocisteína, SAM e S-adenosil-homocisteína serão dosadas por cromatografia líquida de alto desempenho (high-performance liquid chromatography - HPLC) e as dosagens séricas de ácido fólico e vitamina B12 serão realizadas pela técnica de imunoensaio. A quantificação da expressão gênica será realizada por PCR em tempo real e a quantificação da expressão das proteínas pela técnica de western blot. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Revista Pesquisa FAPESP sobre o auxílio:
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