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Padronização da técnica de neutralização para quantificação de anticorpos dirigidos contra o poliovírus empregando vírus vacinais

Resumo

Mesmo após décadas de campanhas de vacinação e esforços mundiais para se combater a poliomielite, ela permanece presente de forma endêmica em quatro países do continente Africano e Asiático, fazendo com que o vírus selvagem seja transmitido para outras regiões do mundo, impedindo dessa forma sua erradicação. Além disso, há ainda o risco de contaminação pela eliminação prolongada do vírus vacina em indivíduos imunodeficientes, com a possibilidade de disseminação da doença e do desenvolvimento da poliomielite através da reversão da virulência do vírus vacinai. Há também a possibilidade de ocorrência desta doença através da manipulação do vírus em sua forma selvagem em procedimentos laboratoriais. Frente a este cenário, a Organização Mundial de Saúde desenvolveu estratégias que visam a erradicação da poliomielite em âmbito mundial. Uma delas seria a eliminação da cepa selvagem e a redução do número de laboratórios que poderiam armazenar esse tipo de poliovírus. Se estas medidas forem implementadas, inviabilizarão a realização do teste sorológico considerado padrão ouro para a quantificação dos anticorpos neutralizantes contra o poliovírus, pois ele se baseia na neutralização do efeito citopático causado pelo poliovírus selvagem em cultura de células susceptíveis por anticorpos presentes na amostra analisada. Desta forma, este teste deverá ser reformulado. Atualmente é muito útil para a avaliação da imunidade conferida pela vacinação, principalmente em indivíduos imunodeficientes e transplantados de medula óssea. Em apoio às estratégias determinadas pela Organização Mundial de Saúde para a erradicação da poliomielite, este trabalho tem como objetivo a adaptação na metodologia de soroneutralização utilizando o vírus vacinai atenuado. (AU)