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Avaliação de aterosclerose subclínica em pacientes infectados pelo HIV

Processo: 08/55223-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de outubro de 2008 - 30 de setembro de 2010
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Francisco Antonio Helfenstein Fonseca
Beneficiário:Francisco Antonio Helfenstein Fonseca
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Antirretrovirais  HIV  Dislipidemias  Proteína C-reativa  Doenças cardiovasculares  Fatores de risco  Aterosclerose 

Resumo

Após o advento da terapia anti-retroviral altamente potente (HAART) no final da década de 90, a infecção pelo HIV/aids adquiriu um caráter de cronicidade e não mais letalidade. Após alguns anos de uso desta terapia, observou-se o aparecimento de várias alterações metabólicas nos pacientes expostos aos medicamentos, principalmente relacionadas ao distúrbios de lípides. Atualmente, há muita controvérsia na literatura sobre a real consequência destas mudanças, principalmente em relação ao risco cardiovascular. Acredita-se que não apenas os medicamentos, mas também o próprio vírus cause um estado de inflamação crônica que pode se associar a maior prevalência de aterosclerose e suas complicações. A visão moderna da aterosclerose ressalta o estresse oxidativo aliado à inflamação crônica como uma via comum dos principais fatores de risco, determinando aspectos que apenas mais recentemente têm sido mensurados, como a menor mobilização de células endoteliais progenitoras (CEP) e a relevância de proteínas inflamatórias que ativam o endotélio e oxidam lipoproteínas. Esta condição pode estar presente em pacientes com infecção pelo HIV/aids, uma condição agravada por grave dislipidemia mista, habitualmente presente em pacientes sob HAART. Assim, esta pesquisa tem como objetivo examinar a aterosclerose subclínica e novos marcadores para o risco cardiovascular como a proteína C reativa e as células endoteliais progenitoras em pacientes infectados pelo HIV, mas ainda não exposta ao tratamento anti-retroviral. Seus resultados poderão servir de base para uma melhor compreensão desta doença viral em relação à aterosclerose e suas complicações, bem como estudos futuros já direcionados aos efeitos metabólicos da HAART. Especificamente, o estudo permitirá uma avaliação anatômica da aterosclerose e sua associação com o estado inflamatório e mobilização de CEP. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
DA SILVA, ERIKA F. R.; FONSECA, FRANCISCO A. H.; FRANCA, CAROLINA N.; FERREIRA, PAULO R. A.; IZAR, MARIA C. O.; SALOMAO, REINALDO; CAMARGO, LUCIANO M.; TENORE, SIMONE B.; LEWI, DAVID S. Imbalance between endothelial progenitors cells and microparticles in HIV-infected patients naive for antiretroviral therapy. AIDS, v. 25, n. 13, p. 1595-1601, AUG 24 2011. Citações Web of Science: 32.

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