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Desenvolvimento de dispositivo para determinação quantitativa da distância entre placas em elementos combustíveis para reatores de pesquisas

Processo: 09/18633-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2010 - 30 de abril de 2012
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Nuclear - Combustível Nuclear
Pesquisador responsável:Michelangelo Durazzo
Beneficiário:Michelangelo Durazzo
Instituição-sede: Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN). Secretaria de Desenvolvimento Econômico (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Reatores nucleares  Radioisótopos  Urânio 

Resumo

O uso de radioisótopos na medicina certamente é um dos mais importantes usos sociais da energia nuclear. Distribuídos para hospitais e clínicas por todo o país, radiofármacos atendem a mais de três milhões de pacientes por ano. O Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares - IPEN ocupa uma posição especial na história da medicina nuclear no Brasil, desenvolvendo e produzindo radiofármacos a partir de radioisótopos produzidos no reator nuclear IEA-R1, sendo responsável pelo atendimento de 98% da demanda total atual.A demanda brasileira por radiofármacos tem crescido continuamente através dos anos, num regime de aproximadamente 10% ao ano. Neste ano de 2009 ocorreu uma grave crise mundial no fornecimento de radioisótopos, com grave impacto no Brasil, devido principalmente ao desligamento de um reator canadense e a interrupção no fornecimento de radioisótopos produzidos no Canadá.Para enfrentar essa situação, o Brasil decidiu construir um novo reator nuclear de pesquisas, denominado Reator Multipropósito Brasileiro - RMB, com maior potência do que o atual reator do IPEN, para garantir o fornecimento de radioisótopos ao mercado brasileiro, projeto que foi estabelecido como meta no item 18.6 do PACTI/MCT - Plano de Ação em Ciência Tecnologia e Inovação do MCT para 2007-2010.Desde 1988 o IPEN tem fabricado o combustível para o reator IEA-R1 do IPEN, sendo o único fabricante brasileiro deste tipo de combustível. Foi decidido que o novo reator RMB utilizará o mesmo tipo de combustível do que o reator IEA-R1, aumentando-se a concentração de urânio para 4,8 g/cm3 com a tecnologia do siliceto de urânio, numa primeira etapa, e para 7 g/cm3 com a tecnologia da liga urânio-molibdênio, numa segunda etapa. Esse é o escopo de um projeto de pesquisa FAPESP 2007/07769-7, atualmente em execução.Os novos elementos combustíveis que estão sendo desenvolvidos para o RMB operarão em condições muito mais severas do que as encontradas atualmente no reator IEA-R1 do IPEN. Sendo assim, o presente projeto visa desenvolver e implantar no IPEN uma metodologia para medir a distância entre as placas combustíveis no elemento combustível montado, gerando dados quantitativos que garantam as dimensões dos canais de refrigeração do elemento combustível. Atualmente, devido à baixa solicitação operacional do elemento combustível operando no reator IEA-R1, de baixa potência, apenas uma verificação com calibres tipo passa-não passa, é suficiente para garantir as dimensões dos canais de refrigeração. Contudo, sob as condições operacionais do novo reator RMB, uma medição é indispensável, gerando dados numéricos que garantam as dimensões dos canais de refrigeração e, assim, um perfeito desempenho do elemento combustível. (AU)