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Incidência de hiponatremia em pacientes com bronquiolite recebendo hidratação endovenosa: análise de fatores associados

Processo: 09/09255-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2009 - 30 de novembro de 2011
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Claudio Schvartsman
Beneficiário:Claudio Schvartsman
Instituição-sede: Instituto da Criança Professor Doutor Pedro de Alcantara (ICR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Bronquiolite  Doenças respiratórias  Hiponatremia  Síndrome do desconforto respiratório agudo 

Resumo

Bronquiolite é uma doença respiratória aguda, causada pelo vírus sincicial respiratório, que acomete lactentes e se manifesta com coriza, febre baixa e dispneia. Cerca de 10% dos pacientes evoluem para insuficiência respiratória aguda, que requer oxigenioterapia, jejum e hidratação endovenosa. Apesar do predomínio do quadro pulmonar, manifestações extra-pulmonares, como distúrbios hidroeletrolíticos, também são descritas, principalmente hiponatremia, com hiposmolaridade, causando fraqueza, náuseas e vômitos e, mais raramente, convulsões, apneia, parada respiratória e edema cerebral, uma complicação potencialmente fatal. Diversos autores observaram aumento do hormônio anti-diurético (HAD) em pacientes com bronquiolite, que parece estar implicado na origem da hiponatremia, principalmente frente à infusão de fluídos hipotônicos. Pacientes com bronquiolite têm múltiplos estímulos para aumentar a secreção de ADH. Um dos mais efetivos é a diminuição da tensão em átrio esquerdo e veias pulmonares, por hiperinsuflação pulmonar e aumento da resistência da vasculatura pulmonar, que mimetiza o efeito da hipovolemia sistêmica. Fatores como hipóxia, náuseas, vômitos e estresse também potencializam a secreção do HAD e são freqüentes na bronquiolite moderada a grave. Crianças hospitalizadas que necessitam de jejum recebem, para atender suas necessidades diárias de água e sódio, prescrição parenteral de solução salina hipotônica em solução de glicose a 5%, segundo princípios estabelecidos por Holliday e Segar, em 1957. Estudos mais recentes têm demonstrado que tal oferta de água livre pode induzir hiponatremia em pacientes com bronquiolite, devido aos fatores já mencionados anteriormente. Por outro lado, hiponatremia não foi observada em pacientes com bronquiolite moderada ou grave, que não receberam hidratação parenteral ou oferta excessiva de água livre (Gozal,1990). Embora os dados atuais sejam insuficientes para o esclarecimento dos diversos fatores envolvidos na gênese da hipo-natremia na bronquiolite, parece ser necessária uma fonte excessiva de água livre de eletrólitos, além de aumento do ADH, para sua ocorrência. Objetivos: Estimar a incidência de hiponatremia em pacientes com bronquiolite moderada e grave em uso de hidroterapia parenteral. Analisar a influência de fatores que podem induzir hiponatremia,como hipoxemia, gravidade da insuficiência respiratória, variação do peso corporal, volume de líquidos e quantidade de sódio recebidos. Analisar a influência do HAD e aldosterona através da os-molaridade sérica e urinária, fração de excreção de sódio e gradiente transtubular de potássio. Métodos: Estudo observacional, prospectivo, tipo coorte, em crianças com idade inferior ou igual a dois anos, com diagnóstico clínico e radiológico de bronquiolite, internadas por insuficiência respiratória, em jejum, recebendo hidratação parenteral. Hospitalização por 48 horas, com controle de peso, diurese, volume e quantidade de sódio recebidos; monitorização do desconforto respiratório pelo escore clínico RDAI (Respiratory Distress Assessment Instrument) e oximetria de pulso. Avaliação da evolução da natremia, osmolaridade sérica e urinária, fração de excreção de sódio e gradiente transtubular de potássio, à entrada e 24 e 48 horas após a admissão. Radiografia de tórax para diagnóstico de hiperinsuflação e atelectasia. Tamanho mínimo da amostra de 224 crianças, calculado através do software Epi-info (poder estatístico de 80% e erro alfa de 5%). Critérios de inclusão: - escore clínico RDAI e cinco. - freqüência respiratória (FR) e70 i.p.m ou saturação de oxigênio d 95% ou atelectasias Critérios de exclusão: - uso de corticoesteroides de curta duração nas últimas 6 horas, corticoesteroides de longa duração, hormônio anti-diurético, carbamazepínicos, quimioterápicos - diarreia, doenças renais, cardíacas, hepáticas, de supra-renal ou hipotireodismo. - episódios recorrentes de sibilância. - SatO2 de 85% e FR e80 i.p.m (AU)

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