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Farmacogenética como instrumento de auxílio à decisão clínica na esquizofrenia refratária

Processo: 09/17960-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2010 - 29 de fevereiro de 2012
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Psiquiatria
Pesquisador responsável:Wagner Farid Gattaz
Beneficiário:Wagner Farid Gattaz
Instituição-sede: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Esquizofrenia  Farmacogenética  Farmacodinâmica  Polimorfismo genético  Clozapina 

Resumo

Estudos longitudinais sugerem que 20-30% dos pacientes de esquizofrenia preenchem critérios para esquizofrenia refratária. Vários estudos e meta-análises confirmaram a superioridade da clozapina no tratamento dessa condição, ficando assim estabelecida como o fármaco de primeira escolha. O conhecimento atual sobre polimorfismos em alguns genes-chave para enzimas metabolizadoras de fármacos e sua influência parcial na resposta ao tratamento vêm tornando os testes farmacogenéticos importante ferramenta de auxílio à decisão clínica, uma vez que a determinação do status metabólico pode aumentar a eficácia da farmacoterapia em 10-15% e reduzir a incidência de efeitos colaterais em 15-20% dos casos. O presente estudo pretende averiguar a hipótese de que, entre os portadores de esquizofrenia refratária, ocorra uma maior prevalência de metabolizadores ultra-rápidos de neurolépticos. A eventual confirmação dessa hipótese, aliada à progressiva redução do custo dos testes farmacogenéticos, poderia legitimar a inclusão da testagem farmacogenética nos pacientes resistentes a doses habitualmente empregadas de pelo menos 2 neurolépticos diferentes, antes de se passar ao uso da clozapina, conforme os algoritmos vigentes. Pretende, ainda, confirmar ou não o papel de alguns polimorfismos de genes de receptores de neurotransmissores como marcadores de refratariedade ao tratamento com antipsicóticos que não a clozapina. A eventual confirmação dessa hipótese poderia legitimar a inclusão da testagem farmacogenética envolvendo também fatores farmacodinâmicos. Pretende, por fim, averiguar a possível associação entre alguns polimorfismos e melhor desempenho cognitivo em pacientes sob tratamento e sua eventual influência na reabilitação dos mesmos. (AU)