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Farmacogenética como instrumento de auxílio à decisão clínica na esquizofrenia refratária

Resumo

Estudos longitudinais sugerem que 20-30% dos pacientes de esquizofrenia preenchem critérios para esquizofrenia refratária. Vários estudos e meta-análises confirmaram a superioridade da clozapina no tratamento dessa condição, ficando assim estabelecida como o fármaco de primeira escolha. O conhecimento atual sobre polimorfismos em alguns genes-chave para enzimas metabolizadoras de fármacos e sua influência parcial na resposta ao tratamento vêm tornando os testes farmacogenéticos importante ferramenta de auxílio à decisão clínica, uma vez que a determinação do status metabólico pode aumentar a eficácia da farmacoterapia em 10-15% e reduzir a incidência de efeitos colaterais em 15-20% dos casos. O presente estudo pretende averiguar a hipótese de que, entre os portadores de esquizofrenia refratária, ocorra uma maior prevalência de metabolizadores ultra-rápidos de neurolépticos. A eventual confirmação dessa hipótese, aliada à progressiva redução do custo dos testes farmacogenéticos, poderia legitimar a inclusão da testagem farmacogenética nos pacientes resistentes a doses habitualmente empregadas de pelo menos 2 neurolépticos diferentes, antes de se passar ao uso da clozapina, conforme os algoritmos vigentes. Pretende, ainda, confirmar ou não o papel de alguns polimorfismos de genes de receptores de neurotransmissores como marcadores de refratariedade ao tratamento com antipsicóticos que não a clozapina. A eventual confirmação dessa hipótese poderia legitimar a inclusão da testagem farmacogenética envolvendo também fatores farmacodinâmicos. Pretende, por fim, averiguar a possível associação entre alguns polimorfismos e melhor desempenho cognitivo em pacientes sob tratamento e sua eventual influência na reabilitação dos mesmos. (AU)