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Avaliação dos efeitos da lesão de isquemia reperfusão em pulmões humanos: comparação entre Perfadex e solução de LPD glicose de fabricação nacional

Processo: 07/58145-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2008 - 31 de julho de 2010
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Paulo Manuel Pêgo-Fernandes
Beneficiário:Paulo Manuel Pêgo-Fernandes
Instituição-sede: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Cirurgia torácica  Transplante de pulmão  Complicações pós-operatórias  Traumatismo por reperfusão  Soluções para preservação de órgãos  Perfadex  LPD-glicose 

Resumo

Desde o início da década de 80, o transplante pulmonar tem sido empregado com sucesso no tratamento da maioria das pneumopatias em estágio terminal. Apesar dos avanços no campo da técnica cirúrgica e cuidados perioperatórios, a lesão de isquemia-reperfusão permanece uma causa importante de morbidade e mortalidade precoces após transplante pulmonar. A solução de preservação Perfadex é utilizada pela maioria dos programas de transplante pulmonar do mundo. Contudo, as dificuldades relacionadas à importação de produtos médico-hospitalares de alto custo representam entraves aos programas brasileiros. O objetivo do trabalho é avaliar comparativamente os efeitos da solução de perfusão comercial Perfadex® e os da solução LPD-glicose de fabricação nacional, após isquemia e reperfusão, no que tange à função pulmonar, lesão celular e quantificação de apoptose. Para a pesquisa serão utilizados os pulmões de 16 doadores-cadáveres que não foram aceitos para o transplante pulmonar, mas que estejam sendo submetidos à retirada de outros órgãos. A retirada dos pulmões seguirá a técnica habitual, sendo que em 8 pacientes a solução de preservação será o Perfadex® e, nos demais, a solução de LPD-glicose de fabricação nacional. Em cada grupo, os enxertos permanecerão em isquemia fria (4°C) por 10 horas, e, após reperfusão, mais 6 horas em ECMO tópica. Após esse período, os pulmões serão reperfundidos em um modelo de avaliação pulmonar ex-vivo, que consiste em um circuito de circulação extra-corpórea com um ventilador mecânico. Ao final do período de reperfusão, isto é, quando o sistema estiver estável na temperatura de 37°C, será feita avaliação funcional dos pulmões (gasometria). Segmentos do pulmão serão submetidos à análise histológica com microscopia óptica e eletrônica (contagem de células apoptóticas) a fim de avaliar os efeitos da lesão de isquemia-reperfusão. (AU)