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Agregabilidade plaquetária e complicações cardiovasculares no perioperatório vascular

Processo: 09/16064-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2010 - 30 de abril de 2012
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Daniela Calderaro
Beneficiário:Daniela Calderaro
Instituição-sede: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Cardiologia  Infarto do miocárdio  Plaquetas sanguíneas  Ácido acetilsalicílico  Cuidados pós-operatórios 

Resumo

As operações vasculares são associadas a alta morbimortalidade, notadamente por complicações coronárias perioperatórias. Reconhece-se atualmente, que além de fatores como anemia e oscilações pressóricas, a clássica aterotrombose, bem reconhecida nas síndromes coronarianas agudas espontâneas, desempenha importante papel nas complicações perioperatórias. Neste sentido, a antiagregação plaquetária poderia trazer proteção perioperatória e mesmo considerando o potencial risco de agravar sangramentos, os escassos estudos sugerem que para a grande maioria dos casos, a relação risco X benefício é favorável à manutenção perioperatória do ácido acetil salicílico (AAS). Considerando que a resposta à terapia antiagregante com AAS é individual, nossos objetivos primários neste estudo são avaliar a relação entre o grau de agregabilidade plaquetária de pacientes vasculopatas em uso de AAS e a ocorrência de eventos cardiovasculares perioperatórios. Avaliaremos também a incidência de eventos hemorrágicos. Secundariamente, pretendemos avaliar o comportamento da agregabilidade plaquetária após a operação vascular, nos mesmos pacientes. Trata-se de estudo observacional prospectivo, com 200 pacientes candidatos a operações vasculares arteriais eletivas, em uso de AAS, e 30 pacientes portadores de doença de aorta ou ramos, sem programação de intervenção cirúrgica, também em uso de AAS. Este grupo controle evidenciará a variação espontânea na agregabilidade plaquetária em curto intervalo (1 semana). Avaliaremos a agregabilidade plaquetária no dia anterior a operação e no 2 o dia pós operatório, pelos métodos IMPACT- R (DiaMed-Suiça) e agregometria por impedância (Chrono-log/EUA). Para o grupo controle avaliaremos pelos mesmos métodos a agregabilidade plaquetária em 2 momentos, com intervalo de 7 dias. Todos os pacientes serão monitorizados para detecção precoce de eventos cardiovasculares e serão definidos como eventos cardiovasculares os seguintes desfechos que ocorrerem até o 7 dia pós-operatório ou a alta hospitalar (o que ocorrer primeiro): infarto agudo do miocárdio; angina instável; elevação isolada de troponina; acidente vascular cerebral; morte por qualquer uma das causas supra-citadas; necessidade de reoperação vascular no mesmo sítio inicialmente tratado. A ocorrência de sangramentos, variação da hemoglobina e necessidade de transfusão também serão avaliados. Esudaremos a associação estatística entre a agregabilidade plaquetária pré-operatória e a ocorrência de eventos, bem como avaliaremos comparativamente o comportamento evolutivo deste parâmetro no perioperatório X espontâneo (grupo controle). Se a nossa hipótese de que os pacientes com maior agregabilidade plaquetária apresentam mais eventos cardiovasculares no perioperatório de operações vasculares for confirmada, teremos disponível mais um instrumento para ajustar a farmacoproteção perioperatória e diminuir a altíssima morbidade relacionada às intervenções cirurgicas vasculares. (AU)