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Migração de células T de memória e células Treg periféricas para o miocárdio de portadores de cardiomiopatia chagásica crônica: expressão de quimiocinas e seus receptores em células T periféricas e polimorfismo genético

Processo: 08/58843-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2009 - 31 de dezembro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia
Pesquisador responsável:Edecio Cunha Neto
Beneficiário:Edecio Cunha Neto
Instituição-sede: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Doença de Chagas  Linfócitos T  Linfócitos T reguladores  Quimiocinas  Polimorfismo genético  Expressão gênica  Expressão de proteínas 

Resumo

Cerca de 30 % dos pacientes infectados pelo Trypanosoma cruzi podem desenvolver a Cardiomiopatia Chagásica Crónica (CCC). Um terço destes evolui para uma cardiomiopatia dilatada inflamatória, com pior prognóstico que cardiomiopatias dilatadas não inflamatórias. A patogênese e as causas da evolução diferencial ainda não foram esclarecidas, embora o infiltrado inflamatório pareça ser o efetor final da lesão cardíaca. Nosso grupo e outros descreveram expressão aumentada de IFN-gama e TNF-α. Recentemente utilizando PCR de tempo real, identificamos expressão aumentada de IL-18, das quimiocinas CCL3, CCL4, CCL5, CXCL9, CXCL10 e CCL19, e dos receptores de quimiocinas CCR5, CXCR3, CCR4 e CCR7 no miocárdio de portadores de CCC grave, compatível com um infiltrado Th1. A intensidade da miocardite correlacionou-se com a expressão de quimiocinas. A ausência de IL-4, IL-13, FoxP3 e TGF-b sugeriu a ausência de modulação por células Th2 ou Treg no miocárdio de pacientes com CCC grave. Nossa hipótese de trabalho é que a migração seletiva de células inflamatórias, mas não regulatórias para o miocárdio pode ser o fator subjacente à agressividade da inflamação Th1, e explicar parte da evolução diferencial à CCC. Para testar essa hipótese, visamos 1) investigar se há uma expressão diferencial de receptores de quimiocinas (e quimiocinas) em subpopulações de células T de memória e células T regulatórias no sangue periférico de pacientes nas diferentes formas clínicas da doença de Chagas crônica; 2) avaliar o papel de polimorfismos genéticos dos genes de quimiocinas e receptores citados acima, em estudos de associação com pacientes das diferentes formas clinicas da doença de Chagas crônica. Para avaliar o papel funcional dos polimorfismos, quantificaremos a expressão gênica de cada molécula em células mononucleares de pacientes portadores dos diferentes genotipos. (AU)