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Uso do paclitaxel associado a uma nanoemulsao lipidica no tratamento da doenca vascular do coracao transplantado: estudo experimental em coelhos

Resumo

A doença vascular do enxerto no transplante cardíaco é a principal causa de morte após o primeiro ano de transplante e é o fator de limitação mais importante na sobrevida a longo prazo após o transplante. Esta doença de natureza aterosclerótica tem manifestações clínicas semelhantes às da doença coronária, como arritmia, infarto do miocárdio e morte súbita, havendo diminuição da função ventricular e insuficiência cardíaca congestiva. A doença não tem tratamento clínico efetivo, sendo o retransplante a única opção terapêutica. Em trabalho recente, mostramos que, após injeção endovenosa em coelhos com aterosclerose, nanoemulsões lipídicas que se ligam aos receptores da LDL concentram-se nos segmentos arteriais lesionados dos animais, podendo assim servir de veículo para fármacos de ação anti-aterosclerose. Quando tratamos os animais com quimioterápico de ação antiproliferativa paclitaxel associado às nanoemulsões, verificamos notável redução do processo aterosclerótico, da ordem de 70% de regressão das lesões. Embora o paclitaxel seja um fármaco de grande toxicidade, quando associado às nanoemulsões apresentou efeitos colaterais mínimos. Tendo em vista que na doença vascular do enxerto estão presentes os processos proliferativos e inflamatórios também presentes na doença arterial coronária, neste Projeto propõe-se verificar os efeitos do tratamento da doença coronária do enxerto com o paclitaxel associado à nanoemulsão lipídica. Com este propósito, será realizado transplante cardíaco heterotópico em 30 coelhos, divididos em dois grupos. O primeiro grupo será tratado com 4 mg/kg de peso de paclitaxel associado à nanoemulsão e administrado uma vez por semana por via endovenosa durante seis semanas. O segundo grupo, grupo-controle, será tratado com injeções endovenosas de solução salina, no mesmo esquema de administração. Após este período, os animais serão sacrificados e será determinado o diâmetro arterial coronário, espessura da íntima arterial, grau de rejeição, imunohistoquímica para presença de macrófagos e células musculares lisas, além da determinação de fatores inflamatórios. Comparando-se os resultados obtidos nos dois grupos, será possível determinar se o tratamento com paclitaxel associado à nanoemulsão lipídica é capaz de produzir regressão da doença coronária do enxerto. Neste caso, estará estabelecida a base experimental para uma nova estratégia de tratamento da doença, com o potencial de diminuir a morbidade e expandir a sobrevida dos pacientes submetidos ao transplante cardíaco. (AU)

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