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Atividade da fosfolipase A2 no transtorno afetivo bipolar

Processo: 10/07884-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de setembro de 2010 - 31 de agosto de 2012
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Psiquiatria
Pesquisador responsável:Wagner Farid Gattaz
Beneficiário:Wagner Farid Gattaz
Instituição-sede: Instituto de Psiquiatria Doutor Antonio Carlos Pacheco e Silva (IPq). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados: Aline Siqueira Ferreira ; Eliza Hiromi Ikenaga ; Jorge Elias Kalil Filho ; Nádia Rezende Barbosa
Assunto(s):Neurociências  Transtornos psicóticos afetivos  Transtorno bipolar  Fosfolipases A2 

Resumo

O transtorno afetivo bipolar (TAB) está entre os principais transtornos psiquiátricos. O conceito de espectro bipolar amplia as taxas de bipolaridade dos convencionais 1% para pelo menos 5% da população geral. Os primeiros sintomas podem se manifestar antes dos 25 anos e muitos casos podem iniciar entre 45 e 50 anos. De acordo com CID-10 e/ou DSM-IV-TR, o TAB é classificado em quatro tipos (I, II, III e IV) e, devido à presença de quadros sintomáticos diversos, ainda não é possível impedir a progressão da doença, apesar da disponibilidade de inúmeros fármacos relacionados ao tratamento deste transtorno. Acredita-se no envolvimento de segundos mensageiros como parte das alterações neurobiológicas do TAB. Esta hipótese se deve ao fato de alguns estudos apontarem evidências para uma inibição das vias intracelulares de transdução de sinais, decorrente da hiperatividade das fosfolipases, as quais estariam, portanto, envolvidas no mecanismo fisiopatológico do TAB. A fosfolipase A2 (PLA2) compreende uma superfamília de enzimas hidrolíticas que clivam o éster ligado à posição sn-2 de glicerofosfolípides de membranas celulares plasmáticas ou subcelulares, originando ácido araquidônico, um reconhecido precursor de eicosanóides, dentre estes as prostaglandinas e os leucotrienos. A mesma reação também produz lisofosfolípedes, os quais representam outra classe do mediador lipídico. Quanto à atividade de subtipos de PLA2 nos transtornos do humor, especialmente em TAB, os estudos em humanos são escassos. Portanto, neste projeto é proposta a avaliação da atividade de subtipos de PLA2 (iPLA2, cPLA2 e sPLA2) em plaquetas de portadores de TAB e compará-la com indivíduos sadios (não portadores de transtornos mentais), buscando eventuais correlações com variáveis clínicas e biológicas. Desta forma a PLA2 poderá no futuro ser alvo preventivo e/ou terapêutico. (AU)