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Síndrome do coração esquerdo hipoplásico: expressão molecular do gene GJA1 e análise imunohistoquímica e ultra-estrutural da proteína conexina 43 da junção tipo gap do músculo cardíaco

Processo: 07/08341-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2008 - 31 de março de 2010
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Luís Garcia Alonso
Beneficiário:Luís Garcia Alonso
Instituição-sede: Departamento de Morfologia. Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Procedimentos cirúrgicos cardiovasculares  Anormalidades cardiovasculares  Síndrome do coração esquerdo hipoplásico  Expressão gênica  Conexina 43  Imuno-histoquímica  Polimorfismo conformacional de fita simples  Reação em cadeia da polimerase via transcriptase reversa (RT-PCR) 

Resumo

A síndrome da hipoplasia do coração esquerdo (SHCE; OMIM 241550) constitui-se de uma série de anomalias cardíacas que resultam no subdesenvolvimento das estruturas do lado esquerdo do coração. A história natural quase sempre leva ao óbito no primeiro mês de vida. A primeira descrição desta doença foi realizada por Kojima et al (1969) em irmãos. A etiologia da doença era desconhecida e sugerida como sendo de padrão multifatorial, com um risco de recorrência, em irmãos, de 2%. Posteriormente, o gene foi mapeado no 6q21-q23.2. Britz-Cunningham et al. (1995), demonstraram que mutações missense do gene que codifica a proteína do tipo junção gap conexina 43 estão associadas com graves más-formações cardíacas. A maioria das mutações está relacionada com uma substituição do aminoácido serina para prolina na posição 364 (S364P-Cx43). Além da SHCE, este gene está associado com outras anomalias congênitas. Esta pesquisa tem por objetivos o estudo por microscopia eletrônica (criofratura) e imunohistoquímica da conexina 43 em amostras de tecido cardíaco dos pacientes e a investigação de mutações no gene GJA1; em pacientes com a síndrome do coração esquerdo hipoplásico e seus genitores, no sentido de caracterizar a mutação patogênica e descrever as características microscópicas e imunohistoquímicas da proteína conexina 43, a fim de propiciar o desenvolvimento futuro de técnicas de diagnóstico, além do diagnóstico genético pré-implantacional, uma vez que os riscos de recorrência nas irmandades dos propósitos, com SHCE, são de 25% e, portanto, altos. O trabalho será desenvolvido no Laboratório de Biologia Molecular da Disciplina de Anatomia Descritiva e Topográfica do Departamento de Morfologia e Genética da UNIFESP e em parceria com a equipe de Cirurgia Cardíaca Pediátrica do Professor Doutor José Pedro da Silva, do Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo. (AU)