| Processo: | 08/01420-5 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2008 |
| Data de Término da vigência: | 30 de junho de 2010 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina |
| Pesquisador responsável: | Maria Eugênia Fernandes Canziani |
| Beneficiário: | Maria Eugênia Fernandes Canziani |
| Instituição Sede: | Departamento de Medicina. Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Nefrologia |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Calcificação Vascular | dislipidemia | Doença Cardiovascular | doença renal crônica | Inflamação | Transplante renal | Nefrologia |
Resumo
O transplante renal é uma terapia eficiente no tratamento de pacientes com doença renal crônica (DRC), entretanto a mortalidade dessa população ainda é alta. As Doenças Cardiovasculares (DCV) constituem a principal causa de mortalidade, perfazendo 30 a 60% dos óbitos nessa população. Estudos sugerem que a doença coronária é mais agressiva em pacientes com déficit de função renal, fato evidenciado pela maior frequência, severidade e progressão mais rápida das lesões ateroscleróticas nesses pacientes em comparação a população geral. A calcificação coronária, considerada um marcador de aterosclerose, é um achado comum em pacientes com DRC. Poucos dados são disponíveis sobre a presença e a progressão da calcificação coronariana em pacientes após o transplante renal. Se por um lado o transplante bem sucedido restabelece a função renal, fato esse que pode contribuir para diminuição da ocorrência e progressão da calcificação vascular, por outro, os pacientes transplantados frequentemente apresentam hipertensão arterial, diabetes, dislipidemia e obesidade, reconhecidos fatores de risco para aterosclerose, aos quais se somam o uso de imunossupressores, a presença de inflamação, rejeição, disfunção do enxerto, infecção, proteinúria, hiperhomocisteinemia e anemia, fatores que também podem estar associados a DCV nessa população. Dentre esses fatores a inflamação tem sido apontada como elo entre os fatores de risco tradicionais e os não tradicionais. Alguns estudos têm demonstrado que a presença de disfunção endotelial e inflamação em pacientes transplantados renais esta associada a uma maior prevalência de DCV, mesmo naqueles que não apresentavam fatores de risco tradicionais para DCV. Por outro lado, tem sido demonstrado que a utilização de estatinas em pacientes com DRC diminui as concentrações de colesterol, além de atenuar a disfunção endotelial possivelmente por suas propriedades anti-inflamatórias. Apesar de não ter sido demonstrado aumento da sobrevida de pacientes diabéticos submetidos à diálise com uso de estatina, o estudo ALERT comprovou a eficácia dessas drogas em diminuir os níveis de colesterol e a ocorrência de eventos cardiovasculares em pacientes transplantados. Desse modo,o objetivo principal desse estudo é avaliar o papel da estatina na progressão da doença cardiovascular em pacientes submetidos a transplante renal, e secundariamente identificar os fatores que contribuem para o desenvolvimento ou progressão da calcificação vascular pós-transplante renal, avaliar os efeitos da estatina na função do enxerto e na ocorrência de eventos cardiovasculares em seguimento de 12 meses. (AU)
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