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Avaliação do padrão de resposta inflamatória em tumores de pulmão de células não-pequenas operados e correlação com evolução clínica

Processo: 09/17440-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2010 - 31 de janeiro de 2012
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Pesquisador responsável:Jefferson Luiz Gross
Beneficiário:Jefferson Luiz Gross
Instituição-sede: Hospital A C Camargo. Fundação Antonio Prudente (FAP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Prognóstico  Resposta inflamatória 

Resumo

O câncer de pulmão de células não-pequenas (CPCNP) é a neoplasia maligna mais frequentemente diagnosticada e possui a maior taxa de mortalidade relacionada ao câncer. Recentemente, vários estudos estão analisando padrões de resposta inflamatória em CPCNP e sua evolução clínica. As evidências demonstram que a resposta inflamatória, a depender de características específicas, como por exemplo, o tipo do infiltrado celular e de determinadas citocinas produzidas, pode estar fortemente relacionada com iniciação, promoção e progressão da neoplasia. Os neutrófilos são as primeiras células do sistema imune a serem recrutadas durante a resposta inflamatória aguda e atuam na produção de citocinas pró-inflamatórias envolvidas na resposta inicial. Esse processo também estimula a quimiotaxia de monócitos para o sítio de lesão, onde serão expostos à ação de citocinas produzidas in situ, pelas células do estroma e por outras células inflamatórias locais, se diferenciando em macrófagos ou células dendríticas imaturas. Os macrófagos, por sua vez, tornar-se-ão a principal fonte de fatores de crescimento e citocinas que modulam o reparo tecidual, assumindo a responsabilidade pela evolução do processo inflamatório. Entretanto sua função é bastante heterogênea, podendo variar desde a promoção da atividade inflamatória até funções anti-inflamatórias, imunopermissivas e pró-angiogênicas. O estado de ativação destas células (M1 macrófagos classicamente ativados ou M2 macrófagos "alternativamente" ativados), é dependente principalmente de um background genético adequado e de estímulos específicos presentes no microambiente em questão. O pólo de ativação dependerá da relação entre o patógeno e o tecido do hospedeiro. Macrófagos classificados como M1, são caracterizados pela alta capacidade de apresentar antígenos e alta produção de IL 12, IL 1, IL 6 e IL 23, desencadeando a ativação de uma resposta imune Th1. Essas células possuem ação anti-proliferativa, atividade citotóxica com potencial para destruição de microrganismos e células tumorais e são fonte importante de citocinas pró-inflamatórias. No outro extremo, na presença de IL 4, IL 13, agentes imunossupressores e principalmente de IL 10 e M-CSF, os monócitos se diferenciam em macrófagos do pólo M2, que possuem a característica de promover resposta imune tipo Th2, promovendo, dentre outras coisas, o remodelamento da matriz extracelular, reparo tecidual, angiogênese, atividade imunorreguladora e anti-inflamatória, contrapondo o processo iniciado por macrófagos M1. Macrófagos sob efeito do microambiente tumoral apresentam características do pólo M2, que contribui para a progressão tumoral.As células dendríticas, também provenientes dos monócitos, são as principais células apresentadoras de antígenos. Classificam-se basicamente em dois grandes grupos: células dendríticas convencionais e células dendríticas plasmocitóides. As células dendríticas convencionais possuem a habilidade de reconhecer rapidamente uma alteração na homeostase e de capturar antígenos. Após o reconhecimento desses antígenos, passam pelo processo de maturação e, posteriormente, migram para a zona de linfócitos T dos linfonodos através da drenagem linfática regional. Nesta localização, apresentam os antígenos para os linfócitos T CD8+ e CD4, funcionando como uma ponte entre a resistência imune inata e a imunidade adaptativa. As células dendríticas plasmocitóides são células com funções e biologia diferentes das DC convencionais. Apresentam discreta função de apresentação de antígenos e possuem propriedades imunossupressoras, anti-inflamatórias e imunorreguladoras importantes. A interação das células dentriticas e o microambiente tumoral é fundamental para a progressão da neoplasia. Existe um número crescente de publicações referentes a determinados aspectos do processo inflamatório relacionado ao CPNPC. Entretanto, aspectos fundamentais da relação entre câncer e inflamação e sua influência na evolução clínica são escassos. (AU)

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