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Avaliação da família dos receptores de fator de crescimento epidérmico no carcinoma gástrico

Processo: 09/06134-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2009 - 30 de junho de 2011
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Pesquisador responsável:Maria Dirlei Ferreira de Souza Begnami
Beneficiário:Maria Dirlei Ferreira de Souza Begnami
Instituição-sede: Hospital A C Camargo. Fundação Antonio Prudente (FAP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Imuno-histoquímica  Peixes  Anatomia patológica 

Resumo

Embora tenhamos observado uma queda importante de sua incidência nos últimos anos, o carcinoma gástrico continua sendo uma das principais causas de morte por câncer no mundo. O prognóstico dos carcinomas gástricos não mudou muito nos últimos anos e é dependente principalmente do estadiamento e do grau histológico do tumor, porém estes indicadores não são preditivos de progressão tumoral. Variáveis ligadas ao paciente, ao tratamento e a biologia tumoral podem fornecer maiores informações em relação ao comportamento destas neoplasias. O tratamento dos carcinomas gástricos é eminentemente cirúrgico e há um consenso que o tipo de excisão cirúrgica é relevante à sobrevida. Análises moleculares recentes têm demonstrado que muitas alterações genéticas como nos genes p53, ²-catenina, E-caderina e c-erbB-2 entre outros, estão associadas à carcinogênese gástrica. A família dos receptores de fator de crescimento epidérmico está entre as mais bem estudadas, fato que se justifica pelo papel central que desempenha na patogênese e progressão de vários carcinomas. Compõe-se de quatro receptores de tirosina quinase: EGFR (HER1 ou ErbB1), HER2 (neu ou ErbB2), HER3 (ErbB3) e HER4 (ErbB4), e 13 ligantes. No carcinoma gástrico, a maioria dos estudos realizados, envolveu HER1 e HER2. A amplificação gênica de HER1 foi observada em 3-5% e de HER2 em 10-20%, sempre acompanhada de superexpressão proteica. A imunoexpressão de HER1 ocorreu em 30-50% dos casos, relacionando-se a um pior prognóstico, e a de HER2 variou entre 10-50%, sendo mais elevada nos carcinomas bem diferenciados e se correlacionando com menor sobrevida, maior recorrência e comprometimento linfonodal. O desenvolvimento de terapias alvo, como por exemplo, anticorpos monoclonais contra receptores de fatores de crescimento e inibidores de tirosina quinase empregados atualmente no tratamento de algumas neoplasias, pode ser uma possibilidade terapêutica para o carcinoma gástrico num futuro breve. Assim, estudar a família dos fatores de crescimento epidérmico no adenocarcinoma gástrico torna-se essencial. Este estudo tem como principais objetivos estudar a amplificação e expressão protéica dos 4 receptores dos fatores de crescimento epidérmicos (HER1, HER2, HER3 e HER4) por hibridização in situ fluorescente (FISH) e imunohistoquímica e correlacionar estes achados com as principais características clínicas e histopatológicas de 220 carcinomas gástricos diagnosticados e operados no Hospital A C Camargo no período de 1998 à 2005. Espera-se com estes dados determinarem-se a freqüência e a importância das alterações dos receptores de crescimento epidérmicos na carcinogênese gástrica. Estes resultados serão importantes para desvendar os mecanismos biológicos da carcinogênese gástrica, além de oferecer novos marcadores diagnósticos bem como alvos terapêuticos para o uso de drogas específicas. (AU)