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Efeitos da corticoterapia sistêmica na regeneração pós-traumática do nervo facial extratemporal- estudo experimental em coelhos

Processo: 08/01374-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de julho de 2008 - 30 de junho de 2009
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Paulo Roberto Lazarini
Beneficiário:Paulo Roberto Lazarini
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP). Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Procedimentos cirúrgicos otorrinolaringológicos 

Resumo

A paralisia facial periférica traumática assume grande importância nos dias atuais, quando a incidência de acidentes automobilísticos e de agressões físicas vem aumentando drasticamente. O nervo facial é o nervo craniano mais comumente afetado em traumas de cabeça e pescoço, sendo seu extenso percurso intratemporal pelo canal de Falópio o trecho mais acometido. Recentemente, os recursos terapêuticos para casos em que há secção completa do nervo facial têm sido aprimorados com o desenvolvimento de técnicas de reparo neural. Porém, em lesões incompletas do nervo, o tratamento baseia-se na terapêutica clínica e, portanto, depende do desenvolvimento de novas drogas ou de métodos que auxiliem o processo de regeneração neural. A descoberta de substâncias que atuem na regeneração pós-traumática do nervo facial pode contribuir para o tratamento de pacientes com tal afecção. Entender a regeneração do nervo facial após um traumatismo é fundamental na busca pela recuperação mais rápida da função deste importante nervo craniano. A corticoterapia sistêmica vem sendo uma medida terapêutica utilizada no tratamento de pacientes com paralisia facial periférica de diversas etiologias como a Paralisia de Bell e de origem traumática. Muito embora seja amplamente utilizada, ainda existem dúvidas do real benefício deste medicamento no processo de regeneração do nervo facial afetado. Neste trabalho, 20 coelhos serão submetidos à lesão por esmagamento do nervo facial extratemporal bilateralmente e serão divididos em grupo controle e tratados (1 ml de dipropionato de betametasona intramuscular logo após a lesão). Os animais serão acompanhados por estudo eletromiográfico da musculatura facial (medida do potencial de ação) durante o período de observação e serão reoperados para a remoção do nervo facial depois de 14 ou 28 dias da lesão. Avaliação histológica dos nervos faciais obtidos será realizada, observando-se os aspectos qualitativo e quantitativo dos axônios mielinizados. A comparação dos resultados do grupo controle e tratados poderá trazer informações sobre a eficácia do uso de corticoide sistêmico no tratamento deste tipo de paralisia. (AU)