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Telescópios de patrulhamento solar em 45 e 90 GHz com polarização

Processo: 09/50637-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de abril de 2010 - 31 de outubro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Astronomia - Instrumentação Astronômica
Pesquisador responsável:Adriana Benetti Marques Valio
Beneficiário:Adriana Benetti Marques Valio
Instituição-sede: Escola de Engenharia (EE). Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM). Instituto Presbiteriano Mackenzie. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Astrofísica solar  Erupção solar  Telescópios  Radioastronomia  Telescópio Solar Submilimétrico (SST)  Complejo Astronómico El Leoncito (CASLEO) 

Resumo

O espectro de explosões solares contém informação importante sobre a física envolvida no processo explosivo. Atualmente, entretanto, existe uma grande lacuna em freqüência desde 20 até 200 GHz. Infelizmente esta lacuna em freqüência impede a determinação de vários parâmetros de explosões solares como: (i) a freqüência do pico espectral, da qual se deduzem a intensidade do campo magnético da fonte emissora e a densidade de elétrons emissores; (ii) o índice espectral da fonte opticamente fina, relacionado diretamente com o espectro de energia dos elétrons acelerados, cujo espectro depende do mecanismo de aceleração presente nas explosões; (iii) e outros parâmetros físicos como tamanho da fonte, presença de inomogeneidades que também podem ser inferidas a partir de um espectro com completa resolução espectral. Recentemente foi descoberta uma nova componente espetral em altas freqüências com fluxo aumentando com a freqüência, acima de 200 GHz. Esta componente é distinta da componente tradicional observada em microondas, a qual possui um pico por volta de 10 GHz. Para elucidar a natureza das duas componentes (microondas e submilimétrica) e determinar os parâmetros físicos que caracterizam as explosões solares, torna-se essencial observar nas frequências intermediárias de 45 e 90 GHz. Nossa proposta é instalar duas antenas com receptores em 45 e 90 GHz, capazes de medir polarização circular, no Observatório do CASLEO, o mesmo sítio onde se encontra o Telescópio Solar Submilimétrico (SST). O sítio do CASLEO já mostrou que tem uma qualidade de céu muito boa para observações no submilimétrico e deve permitir observações em 45 e 90 GHz em 90% do tempo. Os novos telescópios irão observar diariamente o Sol simultaneamente com o SST em 212 e 405 GHz. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
Novos radiotelescópios permitirão estudos inéditos sobre explosões solares