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Análise da sobrecarga cardíaca, hepática e pancreática de ferro pela ressonância magnética com a técnica T2* em ciclistas usuários de ferro e sua correlação cardíaca com a ecocardiografia tridimensional

Processo: 09/08008-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2009 - 30 de novembro de 2011
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Luciana Diniz Nagem Janot de Matos
Beneficiário:Luciana Diniz Nagem Janot de Matos
Instituição-sede: Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEPAE). Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein (SBIBAE). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Cardiologia  Ferro  Ferritinas  Atletas 

Resumo

O uso exógeno de ferro por ciclistas é bastante difundido, apesar de não existir qualquer evidência científica que associe esse hábito a melhora de desempenho. Pelo fato do ferro ser um metal essencial para a síntese eritrocitária, atletas acreditam que com sua suplementação poderão obter melhores resultados, mesmo muitas vezes estando com seus valores de hemoglobina e hematócrito normais. Entretanto, o que talvez não seja conhecido no meio esportivo é que apesar do ferro ser essencial para a proliferação celular, eritropoese e reações de oxi-redução, seu acúmulo é responsável por disfunção orgânica pela produção de espécies reativas de oxigênio, o que, associada ao exercício físico intenso pode ser ainda mais danoso e trazer sérios riscos aos atletas. Como não existe mecanismo de excreção passivo, o ferro é facilmente acumulado. A ressonância magnética com a técnica T2* tem demonstrado impregnação de ferro até mesmo em níveis de ferritina normais nos pacientes com doenças genéticas como a hemocromatose tanto em coração como fígado e pâncreas. Já o ecocardiograma bi e tridimensional, outro método de imagem que auxilia no conhecimento da estrutura e função cardíaca é o mais amplamente utilizado na prática clínica por ter a vantagem de não necessitar de contraste e ter menor custo. Entretanto, desconhecemos se poderá oferecer a mesma acurácia que a ressonância magnética nesses casos. Portanto, poder conhecer se o aumento de ferritina sérica por uso exógeno de ferro correlaciona-se com impregnação cardíaca, hepática e pancreática pela ressonância e compará-las aos achados cardíacos ao ecocardiograma é fundamental para conduta terapêutica a ser tomada, já que pode vir a representar risco de vida para os usuários habituais desse mineral. (AU)