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Arboviroses emergentes na Amazônia Ocidental: diagnóstico sorológico e molecular

Resumo

Municípios amazônicos típicos, como Acrelândia, no Estado brasileiro do Acre, caracterizados por um pequeno núcleo urbano rodeado por assentamentos agrícolas e áreas de floresta, favorecem a emergência de diversos arbovírus. Atualmente, os arbovirus de maior relevância para a saúde pública brasileira correspondem ao vírus da Dengue, o vírus da Febre Amarela, Mayaro e Oropouche. Depois da febre da Dengue, a doença viral transmitida por artrópodes com maior prevalência no Brasil corresponde à febre do Oropouche (FO), cujo agente etiológico é o arbovírus Oropouche (OROV) da família Bunyarviridae, gênero Orthobunyavírus, grupo sorológico Simbu. Nos últimos anos, OROV tem sido responsável por mais de 500.000 casos humanos em extensas e explosivas epidemias na Região Amazônica e do Planalto Central. O. A transmissão do OROV mantém-se em dois diferentes ciclos, o silvestre e o urbano. O ciclo silvestre é silencioso e envolve espécies de aves, macacos, preguiças e, possivelmente, os vetores Culicoides paraensis (maruim) e Aedes serratus. O ciclo urbano está relacionado às epidemias, tem o homem como reservatório e o mosquito C. paraensis como vetor. O arbovírus Mayaro (MAYV), pertence ao gênero Alphavirus, família Togaviridae e grupo sorológico A. A transmissão dos vírus MAY ocorre no ambiente silvestre ou rural em áreas próximas a florestas com participação de primatas não humanos, aves e mosquito Haemagogus ssp. Os casos de febre causados por MAYV são esporádicos e ocorrem em comunidades rurais da América do Sul incluindo os estados brasileiros do Pará, Goiás, Tocantins e Mato Grosso do Sul, além da Bolívia, Peru, Guiana Francesa e Venezuela. O potencial de dispersão desses vírus e a possibilidade de participação de espécies de mosquitos Aedes em seu ciclo de transmissão indicam a necessidade de estudos epidemiológicos de MAYV para prevenir os surtos rurais e também possíveis surtos urbanos. Devido à natureza não específica dos sinais e sintomas de doenças febris agudas causadas por OROV e MAYV, o diagnóstico clínico é difícil e pode ser confundido com outras doenças febris como a febre da dengue, febre amarela e a malária. Já o diagnóstico laboratorial por isolamento viral é laborioso e depende de infraestrutura e pessoal especializado, disponível em poucos laboratórios brasileiros. O diagnóstico imunoenzimático possui limitações quanto à utilização de partículas virais infecciosas e também por produzirem reações cruzadas com vírus da mesma família. Assim, com o intuito de realizar inquérito sorológico específico para anticorpos anti OROV e MAYV na população de Acrelândia, esse projeto tem por objetivos principais a construção de antígenos recombinantes e a investigação de polimorfismos de proteínas estruturais dos vírus MAY e ORO. Com esse projeto pretendemos dar continuidade ao estudo da dinâmica da transmissão de arboviroses emergentes na Amazônia Ocidental Brasileira. (AU)

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Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
CABRAL, ALINE DINIZ; GARCIA, FELIPE BAENA; DA COSTA, RENATA TORRES; PEREIRA VASCONCELOS, LIGIA MARINHO; UEHARA, MABEL; SANTOS, EDMAR SILVA; SPERANCA, MARCIA APARECIDA. A scalable suspension insect cell transfection method for production of baculoviruses with low amplification passages. METHODSX, v. 7, 2020. Citações Web of Science: 0.
MURILLO, JULIANA LONDONO; CABRAL, ALINE DINIZ; UEHARA, MABEL; DA SILVA, VIVIAM MOURA; DOS SANTOS, JULIETE VITORINO; CARVALHO MUNIZ, JOAO RENATO; ESTROZI, LEANDRO FARIAS; FENEL, DAPHNA; GARCIA, WANIUS; SPERANCA, MARCIA APARECIDA. Nucleoprotein from the unique human infecting Orthobunyavirus of Simbu serogroup (Oropouche virus) forms higher order oligomers in complex with nucleic acids in vitro. Amino Acids, v. 50, n. 6, p. 711-721, JUN 2018. Citações Web of Science: 0.

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