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Efeitos do tratamento com morfina em ratas durante períodos reprodutivos: desenvolvimento físico e neurocomportamental das proles, comportamento maternal e biologia molecular de receptores opióides

Resumo

O surgimento e a manutenção do comportamento maternal (CM) são controlados pela interação de fatores ambientais, bioquímicos, hormonais e neurais. Estudos mostram que a estimulação opioidérgica decorrente do tratamento com morfina em fêmeas reprodutoras gera efeitos tardios diferenciados (particularmente comportamentais) de acordo com o estado fisiológico no momento do tratamento. Assim, esse tratamento pode ou não prejudicar o CM e possivelmente, implicar em efeitos nas proles. Analisando-se distritos cerebrais envolvidos na modulação do CM como área pré-óptica medial (APOM) chegou-se também à substância cinzenta periaquedutal (PAG), importante região envolvida na reprodução, consumo alimentar, agressividade e nocicepção (possui grande densidade de receptores opióides) em roedores. A PAG possui subdivisões sendo a porção dorso-medial estimuladora do comportamento de caça predatória de ratas lactantes enquanto que a porção lateral modularia o CM; porém, são poucos os trabalhos que focam o papel dos subtipos de receptores opióides e sua biologia molecular, bem como outras regiões cerebrais envolvidas também são pouco estudadas nesse contexto. Este projeto visa investigar se modulações farmacológicas com agonistas seletivos para cada subtipo de receptor opióide promoveriam alterações diferenciadas no CM e na sensibilidade de dor em ratas lactantes e se esse fenômeno seria mediado por ações específicas dos três subtipos de receptores opióides em regiões sabidamente envolvidas com o controle do CM como hipotálamo, corpo estriado e a própria PAG. A hipótese para o estudo é a de que a expressão dos genes que codificam para esses receptores nessas regiões cerebrais, e dos seus produtos protéicos, seria modulada pela estimulação opioidérgica ao início da prenhez, com possíveis implicações para a seleção de comportamentos durante a lactação, como o maternal, imprescindível para a sobrevivência da espécie. Ainda, alterações no CM sabidamente podem comprometer o desenvolvimento físico e aspectos neurocomportamentais/moleculares das proles, parâmetros que também serão avaliados nesse estudo. (AU)

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