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Influência da abertura de cavas de extração de areia e inundações para cultivo de arroz no aquífero freático da várzea do Rio Paraíba do Sul, município de Tremembé, SP

Processo: 08/05400-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2009 - 29 de fevereiro de 2012
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Sanitária - Recursos Hídricos
Pesquisador responsável:Helio Nobile Diniz
Beneficiário:Helio Nobile Diniz
Instituição-sede: Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação. Universidade de Taubaté (UNITAU). Taubaté , SP, Brasil
Assunto(s):Hidrogeologia  Mineração  Areia  Aquíferos  Várzeas  Rio Paraíba do Sul 

Resumo

Na região leste do estado de São Paulo, o Vale do Rio Paraíba do Sul é constituído pela Bacia Sedimentar de Taubaté, de idade terceária e quartenária. Durante o período recente (quartenário), a geomorfologia do Vale é constituída pelos meandros abandonados do Rio Paraíba do Sul, periodicamente sujeitos ao entulho de sedimentos (areias e argilas orgânicas) provenientes das cheias sazonais. No município de Tremembé a espessura desses sedimentos atinge até 16 metros. Atualmente, as planícies do Rio Paraíba do Sul não sofrem inundações provenientes das cheais, pois as vazões do rio são controladas por diversas barragens situadas a montante. As inundações atuais (artificiais) são provocadas pelo cultivo de arroz nas várzeas. Como consequência, o nível d'água do aquífero freático sobe e, na superfície a água sofre grande evaporação. Além deste fator de oscilação do nível d'água, outra atividade econômica influência o nível dos lençóis freáticos da região, a extração de areia, cujas cavas abandonadas formam lagos artificial com grande área de evaporação. O município de Tremembé é o que possui a maior área de lagos artificial na região do Vale do Paraíba, tendo 29 portos de areia desativados e 16 ativos. Esse estudo tem por objetivo, estabelecer medidas hidroclimatológicas de uma área da várzea do Rio Paraíba do Sul no município de Tremembé a fim de realizar um balanço hídrico e comparar o excedente hídrico com medidas do nível d'água do aquífero freático em um local onde ocorrem as atividades econômicas mencionadas, a fim de estabelecer a relação destes fatores na dinâmica do aquífero freático. (AU)