| Processo: | 10/09066-6 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de outubro de 2010 |
| Data de Término da vigência: | 30 de setembro de 2012 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Psiquiatria |
| Pesquisador responsável: | Cristina Marta Del-Ben |
| Beneficiário: | Cristina Marta Del-Ben |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Ribeirão Preto |
| Pesquisadores associados: | Guilherme Vanoni Polanczyk ; Heloisa Bettiol ; Marco Antonio Barbieri ; Ricardo de Carvalho Cavalli |
| Assunto(s): | Depressão pós-parto Fatores de risco Polimorfismo genético Serotonina |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Depressão pós-parto | estressores ambientais | Polimorfismo genético | serotonina | Psiquiatria |
Resumo
Apesar de altamente prevalente, a Depressão Pós-Parto (DPP) ainda é subdiagnosticada e subtratada. Sua etiologia é multifatorial, englobando aspectos psicossociais e biológicos. Os escassos estudos desenvolvidos até o momento que avaliaram o papell de fatores genéticos na DPP demonstraram resultados inconsistentes. A inconsistência dos resultados entre diferentes estudos pode ser decorrente do fato de que não foi levada em consideração a ocorrência de eventos estressores ambientais durante a vida e, principalmente, durante a gestação. Fatores de risco ambientais, como história psiquiátrica prévia e baixo suporte social durante a gestação, associam-se de forma consistente ao desenvolvimento de DPP. Entretanto, uma proporção significativa de mulheres expostas à ausência de suporte social durante a gestação não desenvolvem DPP. Assim, o risco de DPP em gestantes expostas a adversidades ambientais pode ser modificado conforme a predisposição genética Pretende-se, no presente estudo, a exploração ampla de vários indicadores de saúde materna e bem-estar biopsicossocial durante a gestação e suas eventuais associações com o desenvolvimento de DPP, levando-se em consideração a provável predisposição biológica, avaliada por meio de dois polimorfismos funcionais, localizados na região promotora do gene para o transportador de serotonina (5HTTLPR) e do gene para o receptor do hormônio liberador de corticotrofina (CRH1). As hipóteses a serem testadas neste estudo serão: a) a gestação e o pós-parto imediato são eventos estressores por si e indivíduos portadores de polimorfismos associados com maior vulnerabilidade biológica para a depressão estariam mais propensos a desenvolver sintomas depressivos durante a gestação e no pós-parto; b) a ocorrência de eventos estressores nos 12 meses que antecedem a gestação e/ou o parto associar-se-iam a uma maior probabilidade de desenvolvimento de sintomas depressivos durante a gestação e/ou no pós-parto, em indivíduos com maior vulnerabilidade biológica para a depressão; e c) a experiência subjetiva de estresse e a presença de sintomas depressivos e ansiosos durante a gestação associar-se-iam com maior probabilidade de desenvolvimento de sintomas depressivos durante o pós-parto, em indivíduos com maior vulnerabilidade biológica para a depressão. Estas hipóteses serão testadas em um estudo de coorte prospectivo de 3000 gestantes, selecionadas durante o pré-natal e reavaliadas entre 30 e 60 dias após o parto. Os resultados obtidos neste estudo contribuirão para a melhor compreensão da fisiopatogenia da DPP, com potencial implicação para a identificação precoce de gestantes em maior risco de desenvolver DPP. (AU)
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