| Processo: | 10/05634-0 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2010 |
| Data de Término da vigência: | 31 de agosto de 2012 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Epidemiologia |
| Pesquisador responsável: | Laercio Joel Franco |
| Beneficiário: | Laercio Joel Franco |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Ribeirão Preto |
| Pesquisadores associados: | Afonso Dinis Costa Passos ; Amaury Lelis Dal Fabbro ; Anderson Soares da Silva ; Daniela Saes Sartorelli ; João Paulo Botelho Vieira Filho ; Luciana Ferreira Franco ; Luciane Loures dos Santos ; Patricia Chamadoira Kuhn ; Regina Celia Mello Santiago Moises |
| Assunto(s): | Diabetes mellitus Povos indígenas Xavante Avaliação nutricional |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Aculturação | diabetes mellitus | Indios Brasileiros | Transição epidemiológica | Transicao nutricional | Epidemiologia Clinica |
Resumo
A população Xavantes é atualmente estimada em 10.000 indivíduos, distribuídos em seis reservas federais (terras indígenas) no estado de Mato Grosso: Pimentel Barbosa, areões, Parabubure, Marechal rondon, Sangradouro e são Marcos. Nos últimos 10 anos tem havido frequentes relatos de casos de diabetes entre os índios xavante. Inquérito realizado por nosso grupo, em projeto apoiado pelo CNPq, na Reserva de Sangradouro, examinando 351 indivíduos com 20 ou mais anos de idade, mostrou uma prevalência da ordem de 22%; chamou atenção a maior prevalência entre as mulheres, particularmente após os 40 anos, quando a taxa é de 50%. Praticamente a metade dos indivíduos com diagnóstico de diabetes nessa reserva necessitam de uso de insulina para controlar a hiperglicemia; vários indios com diabetes já apresentam suas coplicações crônicas, particularmente retinopatia, nefropatia e amputações de membros inferiores. Na Reserva de São Marcos, distante 120 km de Sangradouro, onde vivem cerca de 3200 indios Xavante, a situação parece ser mais crítica, segundo relato de médicos que visitam a região. A população de São Marcos, sabendo de nosso trabalho em Sangradouro, manifestou interesse em que também fosse realizada uma avaliação em sua comunidade, o que é expresso em documento assinado pelas lideranças da reserva. A comunidade de São Marcos está preocupada em relação ao diabetes e suas complicações. A proposta a ser desenvolvida entre os Xavante de São Marcos é: avaliar as condições de saúde da população adulta, estimar a prevalência de diabetes, hipertensão arterial e dislipidemias, avaliar o estado nutricional, identificar os indivíduos com maior risco de desenvolver diabetes e doenças cardiovasculares, construir um perfil basal de indicadores clinicos e laboratoriais para o desenvolvimento de um estudo longitudinal, que visará identificar a incidência do diabetes e suas complicações, hipertensão e eventos cardiovasculares, trazendo contribuição para o melhor conhecimento da história natural desse grupo de doenças. O aspecto impar do estudo é o fato de ser realizado em uma população bastante homogênea, que está passando por um processo de intensas modificações de seu estilo de vida, em curto período de tempo. O trabalho será desenvolvido em viagens periódicas da equipe de pesquisadores, que realizará os exames clínicos no local, com coleta de material para exames laboratoriais a serem realizados em São Paulo, na UNIFESP e em ribeirão Preto, na FMRP-USP. (AU)
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