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Caracterização fenotípica de famílias brasileiras portadoras da síndrome do melanoma familial

Processo: 10/11251-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de novembro de 2010 - 31 de outubro de 2012
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:João Pedreira Duprat Neto
Beneficiário:João Pedreira Duprat Neto
Instituição-sede: Hospital A C Camargo. Fundação Antonio Prudente (FAP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados: Bianca Costa Soares de Sá ; Gilles Landman
Assunto(s):Oncologia  Neoplasias cutâneas  Melanoma  Fenótipo 

Resumo

Introdução: O melanoma cutâneo (MC) está inserido em um espectro de dois extremos. De um lado estão os MC finos primários, com altas taxas de cura; de outro, os melanomas metastáticos caracterizados por sua baixa taxa de resposta e prognóstico ruim. Atuar na prevenção e detecção precoce são medidas essenciais para diminuir os risco do desenvolvimento do MC (MARKOVIC et al. 2007). Fatores fenotípicos estão relacionados com um risco aumentado para o desenvolvimento do MC. São eles: tipo de pele (sensibilidade ao sol: maior tendência à queimadura do que capacidade de se bronzear), efélides, cor dos olhos (azul, verde ou cinza) e cor de cabelo (loiro ou ruivo). Além da presença de nevo atípico (GANDINI et al. 2005). A síndrome do melanoma familial (SMF) deve ser caracterizada por alguns fatores, são eles: múltiplos membros afetados (na mesma ramificação), melanomas múltiplos primários (dois ou mais) no mesmo indivíduo ou idade jovem ao diagnóstico. Os membros das famílias acometidas pela SMF podem apresentar outras neoplasias associadas, como: câncer de pâncreas, tumor de SNC ou melanoma ocular (VASEN et al. 2000; KANNENGIESSER et al. 2003).Progressos na área da genética do MC levaram a identificação de três genes de alta penetrância: o gene supressor de tumor CDKN2A (cyclin-dependent kinase inhibitor 2A), o ARF, e o CDK4 (cyclin-dependent kinase 4) - mutações neste gene são autossômicas dominantes e conferem alto risco à doença (PHO et al. 2006). E um de baixa penetrância, denominado MC1R (gene receptor de melanocortina) (PALMER et al. 2000). Este gene é um receptor transmembrana expresso nos melanócitos de humanos. Um dos mecanismos moleculares que contribui para o aumento do risco no desenvolvimento do melanoma é o mau funcionamento deste gene, que reduziria a capacidade de reparo de DNA dos melanócitos nos danos causados pela radiação (PHO et al. 2006). Justificativa: Há poucos estudos sobre a SMF na população brasileira. Além disso, o MC é resultante de uma interação complexa entre fatores genéticos, constituicionais e ambientais e sua incidência vem aumentando ao longo dos anos, o que ressalta a importância de entender a doença e relacioná-la com os fenótipos encontrados. Além de possibilitar a identificação e caracterização da população de maior risco e um seguimento mais eficiente. Objetivos: Caracterizar o fenótipo de pacientes portadores de MC em famílias com a SMF e de seus parentes de 1º ou 2º graus e comparar o fenótipo de portadores de MC com e sem mutação no gene CDKN2A, conforme resultados prévios do projeto Genomel. Metodologia: As características fenotípicas analisadas são: cor dos olhos e pigmentação na íris, cor dos cabelos, tipo de pele (segundo classificação de Fitzpatrick), graduação de efélides, quantidade de nevos maiores que 2 mm, e maiores que 5 mm e quantidade de nevos com características de atipia. A população será caracterizada segundo os dados clínicos e será avaliada a prevalência do fenótipo. Serão incluídos pacientes com melanoma múltiplo primário; famílias portadoras da SMF (dois familiares de primeiro ou segundo grau com melanoma cutâneo, famílias com um ou mais casos de melanoma ocular e um ou mais casos de melanoma cutâneo em familiares de primeiro ou segundo grau, famílias com um ou mais casos de melanoma e um caso de câncer de pâncreas ou de sistema nervoso central em parente de primeiro ou segundo grau). Todos os casos deverão ter laudo anatomopatológico e/ou preparados histológicos confirmatórios de melanoma. A caracterização do fenótipo será feita através de estatística descritiva (média, desvio padrão, mediana e porcentagem). A comparação dos fenótipos segundo presença de mutação no gene CDKN2A será feita pelo teste de associação pelo qui-quadrado ou teste de Fisher.Orçamento: Para este trabalho estsendo solicitado financiamento Fapesp para assessoria estatística, participação em congressos e três publicações. (AU)

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