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Arquitetura hidráulica e atributos foliares relacionados à segurança e eficiência no funcionamento do xilema em árvores e lianas de duas florestas atlânticas

Processo: 10/11459-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de novembro de 2010 - 31 de outubro de 2012
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia de Ecossistemas
Pesquisador responsável:Fernando Roberto Martins
Beneficiário:Fernando Roberto Martins
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Pesq. associados: Arildo de Souza Dias ; Rafael Silva Oliveira
Assunto(s):Ecossistemas florestais  Lianas 

Resumo

Aspectos estruturais do xilema, como investimento na construção do caule (densidade do lenho) e resistência mecânica (módulo de elasticidade e módulo de ruptura), são estreitamente correlacionados à vulnerabilidade ao embolismo induzido pela seca. Lianas representam um elemento chave em florestas tropicais e têm um grande impacto sobre muitos processos ecossistêmicos. Estudos quantificando atributos funcionais de lianas em florestas com pluviosidade e sazonalidade distintas ainda são escassos. Nosso objetivo é comparar características funcionais do lenho e atributos foliares entre árvores e lianas de duas comunidades da Mata Atlântica que diferem em pluviosidade total e sazonalidade. O estudo será desenvolvido numa Floresta Ombrófila Densa situada no município de Ubatuba, no Parque Estadual da Serra do Mar, e numa Floresta Estacional Semidecídua, a Mata Ribeirão Cachoeira, no município de Campinas, ambas no estado de São Paulo. Em espécies de árvores e lianas com número de indivíduos maior ou igual a 10 em uma área de um hectare, mediremos a densidade da madeira, a massa por unidade de área da folha (MFA) e conteúdo de nitrogênio foliar (CNF). Em alguns pares de espécies congenéricas de árvores e lianas mediremos a resistência à cavitação, condutividade hidráulica, o módulo de ruptura (MOR) e o módulo de elasticidade (MOE). Analisaremos a diferença entre as variáveis medidas considerando os locais e os hábitos de crescimento por meio de regressões lineares, análise de variância (ANOVA) e análise de covariância (ANCOVA). Esperamos que lianas apresentem maior conteúdo de nitrogênio foliar (CNF) e maior condutividade hidráulica, menor resistência à cavitação, menor módulo de ruptura (MOR) e menor módulo de elasticidade (MOE) do que árvores. Esperamos que as espécies de árvores e lianas na floresta semidecídua apresentem maior resistência à cavitação do que as espécies da floresta ombrófila. (AU)