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Papel do receptor de hidrocarbonetos de arila (AhR) na artrite experimental e a influência de seus polimorfismos na evolução clínica da artrite reumatóide

Resumo

A artrite reumatóide (AR) é uma doença auto-imune inflamatória crônica que afeta aproximadamente 1% da população mundial, e é caracterizada pela inltração de células do sistema imune no espaço sinovial articular. A patogênese da AR envolve aumento da resposta inflamatória imune Th17 e uma disfunção nas células T reguladoras (Treg). Recentes estudos revelaram que a ativação do receptor de hidrocarbonetos de arila (AhR) exerce um papel dual na diferenciação das células Treg e Th17 e no desenvolvimento da encefalomielite experimental auto-imune, podendo reduzir ou exacerbar sua gravidade. Esta modulação dual é dependente do tipo de ligante que ativa o AhR. Demonstrou-se também que a ativação de AhR, além de participar da expressão de IL-17 e IL-22 em células Th17, aumenta também a expressão das citocinas pró-inflamatórias IL-8, IL-1beta e IL-6 em sinoviócitos. Em pacientes com AR foram encontrados altos níveis de expressão de AhR. No entanto, ainda não foi determinado o papel da ativação deste receptor no desenvolvimento tanto da artrite experimental como em humanos. O objetivo do presente trabalho é avaliar a participação da ativação do AhR na patogênese da AR. Para investigar os mecanismos envolvidos nesse efeito, será utilizado o modelo murino de artrite induzida por antígeno (AIA) e avaliada a possível relação dos polimorfismos genéticos no AhR com o desenvolvimento da AR em humanos. Estas variantes genéticas no AhR podem ser importantes marcadores prognósticos ou de susceptibilidade a AR. (AU)